Um panorama sobre o mercado de trabalho brasileiro e as oportunidades

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Nos últimos tempos, ouvimos falar muito sobre crises na economia, inflação, desemprego e pessoas desiludidas com o cenário brasileiro. Além disso, tivemos reformas na lei trabalhista, impactando algumas relações profissionais. Acontece que todo esse contexto se tornou secundário diante da pandemia do corona vírus.

As dúvidas e os receios quanto à economia e ao mercado de trabalho atual se acentuaram, bem como a incerteza do que está por vir. O lado bom da história é que também tivemos as transformações digitais e os avanços da Inteligência Artificial como aspectos essenciais para a sobrevivência de empresas — que tiveram seus processos inteiramente modificados pelos longos períodos de isolamento e distanciamento social.

Dessa forma, uma coisa é certa: o jovem de hoje precisará buscar diferenciais em sua capacitação. Além de se dedicar a uma graduação, serão indispensáveis contínuas atualizações na área e a aquisição de competências interpessoais.

No momento dos estudos, a atenção aos detalhes, desde os primeiros dias de aula da faculdade, será relevante para a busca do primeiro emprego e a construção de uma carreira promissora.

Quer saber mais informações importantes para começar a se preparar bem desde já? É só acompanhar as próximas linhas. Você ficará por dentro de tudo, inclusive, conhecerá as carreiras mais propícias para o futuro!

Qual é o cenário do mercado de trabalho brasileiro?

Reportagens e notícias sobre a grande crise econômica estão em todos os lugares já faz um tempo. O cenário preocupa e angustia grande parte da população, já que um dos efeitos desse contexto é a dificuldade de inserção no mercado de trabalho.

Apesar de 2019 ter trazido uma certa projeção de oportunidades melhores, dando-nos mais esperança com relação ao futuro, a crise desencadeada pela Covid-19 jogou a economia no chão. Para se ter ideia, apenas entre março e abril de 2020, 1,5 milhão de brasileiros solicitaram o seguro-desemprego.

Porém, na medida em que o mercado se adaptava para novas formas de trabalho e novas posições em meio a um período tão difícil, o mercado começou a se recuperar no último ano. Em 2021, foram 2,7 milhões de empregos formais criados.

Infelizmente, o período ainda é de cautela. O número direto de vagas muitas vezes não reflete a qualidade desses cargos, que podem não ser condizentes com suas aspirações profissionais para o futuro.

Mas que futuro é esse? Confira, a seguir, mais alguns aspectos relacionados ao que se espera desse novo mercado!

Aumento da competitividade

O ano de 2015 foi um dos mais expressivos em relação à dificuldade da economia no país. Empresas foram afetadas pela crise e pela alta inflação. O resultado? Precisaram fechar as portas ou enxugar boa parte dos cargos. Com isso, muitos funcionários foram demitidos, o que fez, a priori, crescer o nível de desemprego.

O cenário foi desanimador e difícil. Afinal, quando aumenta o número de pessoas desejando integrar o mercado de trabalho, a concorrência por uma vaga cresce proporcionalmente. Assim, aquelas empresas que conseguiram segurar as pontas se depararam com um número alto de candidatos às vagas.

Para os recrutadores, isso é de certa forma até positivo, pois eles podem contar com mais opções para decidir quem fará parte da equipe de funcionários — mas isso tem um efeito. As empresas também adquirem maior poder, conseguindo se tornar extremamente exigentes com relação às qualificações e às competências do novo candidato.

É possível que parte delas ainda nem ache necessário oferecer um salário vantajoso. O motivo é simples: se tem muita gente querendo entrar, há sempre alguém aceitará o que é oferecido. Nesse caso, a competitividade é grande, porque há muitas pessoas desejando ter a chance de melhorar de vida.

As longas filas de entrevista de emprego já eram uma situação desafiadora. Agora, com a economia mundial se recuperando dos efeitos da pandemia, a disputa por empregos será ainda maior.

Crescimento da informalidade e da gig economy

Opções como marido de aluguel, diarista, motorista de aplicativo, vendedor e freelancer têm aumentado. São pessoas sem carteira assinada, sem vínculo empregatício e com flexibilidade em fazer o próprio horário. Parte delas compõe a gig economy, termo que se refere a um tipo de trabalho pago por demanda de produção e, muitas vezes, realizado a distância, com ajuda da tecnologia.

Por um lado isso é positivo, já que a taxa de desocupação diminui. Segundo um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o nível de desemprego no início de 2019 beirava os 12,5%. No fim de 2021, diminuiu para 11,1%. Em números absolutos, isso significou o aumento de 609 mil pessoas remuneradas.

Porém, outro relatório chegou à conclusão de que 40% dessa população ocupada é de trabalhadores informais, quantidade que cresceu bastante em relação aos anos anteriores e que foi fortemente afetada pela pandemia.

Claro que isso tem várias vantagens. O fato de, agora, muitas famílias terem mais acesso a alimentos e a bens de consumo melhora a satisfação e o bem-estar diante da vida. Todavia, isso também traz certas desvantagens.

A oscilação no rendimento familiar, por exemplo, impacta a economia no país. Como o mercado é informal, a maioria não contribui para o INSS — e isso afeta a conta da previdência. Essas pessoas também não têm acesso a determinadas garantias de CLT, como férias e seguro-desemprego, ficando vulneráveis em situações atípicas.

Por fim, há dificuldade de progressão na carreira e de melhoria do salário. Além do mais, falta legislação que responda todas as dúvidas referentes aos direitos e deveres desses trabalhadores.

Aumento dos desalentados

O termo “desalentados” se refere àquelas pessoas que passaram meses ou anos procurando por emprego, mas desistiram, por desilusão. Esse número cresceu consideravelmente, chegando a expressivos 6 milhões em 2021.

Impactos da Reforma Trabalhista

Em 2017, foi aprovada a Reforma Trabalhista, que alterou mais de 100 artigos na CLT. Isso deu respaldo a contratações mais flexíveis, como o trabalho intermitente — colaborando para o aumento da informalidade —, a flexibilização da jornada de trabalho, alterações nas normas de segurança e saúde e certas limitações ao acesso à Justiça do Trabalho.

Isso tudo gerou muitos debates e inseguranças que, até hoje, ainda são discutidos entre governo, população e juristas, sem uma decisão definitiva. Propostas de novas alterações ainda estão em trâmite no Congresso Nacional.

Saída de brasileiros do país

A crise econômica e a dificuldade em conseguir um bom emprego geraram sentimentos de desesperança em alguns brasileiros. Desde 2014, aproximadamente, o número de pessoas que deixam o país cresce consideravelmente.

O destino costuma ser países necessitados de mão de obra, devido ao envelhecimento da população, ou aqueles que incentivam a entrada de trabalhadores estrangeiros.

As diferenças entre os gêneros

A participação da mulher no mercado de trabalho tem crescido, porém, ainda é mais baixa que a dos homens. Em 2021, o desemprego feminino chegou a 16,45%, bem maior que o índice médio levando em conta homens e mulheres (o de homens foi de 13,20%). As disparidades entre as oportunidades para homens e mulheres estão relacionadas ao nível de desenvolvimento do país. Quanto menor, maior a diferença!

Além disso, elas encontram mais chances na informalidade, devido à facilidade da flexibilização da carga horária, do trabalho remoto e da conciliação com a maternidade, por exemplo.

Quais são as divisões de setores do mercado de trabalho?

Uma coisa podemos dizer sobre o difícil período da pandemia: mesmo que tenha sido um baque para todas as empresas, ela afetou de maneiras diferentes cada um dos setores de trabalho.

E isso é um tema importante de se prestar atenção quando se está iniciando a vida profissional. Dependendo de onde você atuar, oportunidades e desafios serão diferentes. Veja, então, quais são esses setores e as diferenças entre eles.

Setor primário

O chamado setor primário considera todas as empresas que trabalham diretamente com a extração, criação, exploração e venda de matéria-prima. Exemplos são: agropecuária, mineração, extração vegetal, entre outros. 

Para esse setor, a pandemia afetou principalmente a queda de demanda, por serem as empresas que alimentam outras empresas. Mas a produção vem se recuperando com força desde o ano passado, principalmente com investimento em tecnologia e digitalização e empregando novos perfis dinâmicos de trabalhadores familiarizados a essa junção de ambientes virtuais e resultados no mundo real.

Setor secundário

O setor secundário é aquele que recebe a matéria-prima das empresas primárias e as transforma em produtos para o grande público. São principalmente as indústrias e a construção civil.

Esse é o setor que vem investindo mais em tecnologia nos últimos anos, principalmente em automação de cadeias produtivas. Desde que esse movimento começou, muitas pessoas têm se preocupado com a redução de vagas perdidas para sistemas automáticos, mas o que está acontecendo é um pouco diferente.

Na verdade, os empregos no setor secundário estão se transformando. Hoje, essas empresas buscam muito mais profissionais com especializações estratégicas, menos manuais. Pessoas que, em vez de estar na linha de montagem, estão gerenciando sistemas e máquinas que fazem esse trabalho.

Setor terciário

O setor terciário é o que tem as oportunidades mais diversas no mercado de trabalho. É conhecido como o setor dos serviços, de empresas que cuidam de relações interpessoais fundamentais para uma sociedade — desde um aplicativo para gerenciar a rotina até um hospital que salva vidas.

A pandemia transformou de maneira profunda o setor terciário. Com o distanciamento social, muitos negócios precisaram se adaptar ao mundo virtual, criando metodologias de trabalho remoto e implementando sistemas de gestão de projetos online.

E a demanda para profissionais que trabalham dessa maneira tende apenas a crescer a partir de agora: pessoas dinâmicas, que sabem utilizar comunicação digital de maneira objetiva e eficiente.

O que esperar do mercado de trabalho para o futuro?

Duas mudanças específicas que nos esperam podem trazer tanto melhorias quanto complicações no mercado de trabalho: reforma da previdência e reforma tributária. Somado a isso, agora temos o pós-crise do corona vírus, em que as empresas afetadas buscam formas de se reinventar e recuperar as metas definidas antes de 2020.

Por isso, ainda é muito difícil fazer projeções, mas é possível observar alguns aspectos. Veja a seguir!

Com relação às oportunidades

Alguns economistas, antes da pandemia, seguiam otimistas em relação às mudanças na flexibilidade de trabalho. Para eles, o protecionismo exagerado aos trabalhadores fazia com que as empresas tivessem mais receio na hora de contratar, devido aos tributos a serem pagos depois. Com isso, optaram por manter o negócio mais enxuto, com menos trabalhadores contratados.

Um exemplo disso é um estudo feito por Matthew Serfling, em que se analisa como as leis de proteção impactam negativamente a operação das companhias. A tese chega à conclusão de que os altos custos no momento da demissão fazem as empresas empregarem menos — ou seja, menos oportunidades de vagas.

Nesse sentido, as inovações e as flexibilizações na CLT, como o trabalho intermitente, diminuiriam as inseguranças dos empresários em fornecer oportunidades de serviço. O problema é que, com as recomendações de isolamento social, nem mesmo as medidas do Governo para evitar desligamentos foram capazes de conter as demissões. Portanto, podemos esperar um mercado ainda mais enxuto e com menos contratações.

Apesar de tudo, a tendência é que a tecnologia continue se desenvolvendo em um nível exponencial. Isso modificará ainda mais as formas de trabalho e as necessidades das pessoas.

Quer um bom exemplo? Trabalhos a distância, que contam com ajuda de ferramentas tecnológicas e home office, aumentarão e novas profissões também surgirão. Outras tantas terão que repensar suas operações de serviço, para se ajustar a um novo mundo.

E tem mais: não precisamos ter medo da Inteligência Artificial. Com ela, sobrarão, para nós, apenas menos empregos manuais e repetitivos. O que acontecerá é que precisaremos focar em atividades insubstituíveis pelas máquinas.

Com relação aos profissionais

Dessa forma, os profissionais precisarão desenvolver novas habilidades, com o intuito de se ajustarem a tais exigências. Soft skills, como criatividade, são algumas delas. Ter capacidade para trabalhar com internet e tecnologia também será considerada uma competência fundamental.

Além do mais, já começamos a notar o envelhecimento da Geração Baby Boomers (nascidos entre 1940 e 1960) e da Geração X (nascidos por volta dos anos 1960 e 1970). O mercado de trabalho passará a ser dominado por Millennials e pela Geração Z, cujos valores relacionados à satisfação pessoal e profissional são totalmente diferentes dos grupos anteriores.

Dentre as características mais frequentes desses futuros profissionais estão:

  • mais qualidade de vida: cada vez mais eles buscam equilíbrio na profissão e vida pessoal. Abrir mão de regalias, como um salário alto, em prol de mais liberdade será uma decisão mais comum;
  • aceitação de flexibilidade: seguir o tradicional horário comercial não está em foco para a maioria. É possível que muitas empresas passem a adotar turnos flexíveis e trabalho remoto;
  • valores: esses profissionais buscarão por empresas que tenham valores parecidos com os seus. Ao contrário das outras gerações anteriores, eles não são muito ligados ao status do cargo;
  • mais foco em resultados: eles valem mais que a quantidade de horas trabalhadas.

Quais são os impactos da pandemia no mercado de trabalho e as perspectivas de futuro?

Depois de falarmos tanto sobre o impacto da pandemia no mercado de trabalho, é preciso ir ainda mais fundo sobre suas implicações para o futuro. O momento que passamos ficará como um dos marcos históricos da humanidade. Dificilmente a nossa sociedade agora voltará a ser exatamente como era antes.

Isso se reflete, em boa parte, na reorganização de empresas e no perfil de profissional que será demandado nos próximos anos. Veja algumas mudanças importantes que já estão acontecendo.

Valorização do bem-estar dos profissionais

Um dos pontos mais discutidos durante a pandemia foi a necessidade de nós, como seres humanos, prestarmos mais atenção à saúde e ao bem-estar sem deixar que isso seja atropelado pela necessidade de ser produtivo.

Essa discussão ocorreu com bastante força principalmente em 2020, quando o trabalho, em muitos casos, se tornou uma questão de saúde e até risco de vida.

A lição vai ficar para os próximos trabalhadores e empregadores. Há um esforço maior hoje para flexibilizar horários e condições de trabalho, principalmente no setor de serviços. Uma forma de enxergar mais a produtividade pelo prisma dos resultados obtidos, e não pelas horas trabalhadas.

Além disso, os próprios profissionais começam a exigir opções de trabalho remoto e escritórios mais humanizados, algo que deve ser normalizado da Geração Z em diante.

Boom do trabalho remoto

Falando no trabalho remoto, esta é uma das grandes mudanças que a pandemia trouxe para o futuro do mercado. Não que já não estivesse avançando antes, mas a crise sanitária de 2020 e 2021 acelerou a adoção desse modelo. Inclusive, muitos negócios descobriram na marra que podem ser tão ou até mais produtivos utilizando sistemas digitais.

Essa é provavelmente uma tendência sem volta. As empresas ganham em enxugar suas infraestruturas físicas e os profissionais ganham em ter mais flexibilidade para compartimentar a vida no trabalho e a vida pessoal. E quem investe desde já em educação tecnológica tem um diferencial em qualquer área que quiser atuar.

Menos rigidez de carreira

Além das empresas, os próprios profissionais aprenderam a se reinventar nos últimos anos, seja de maneira forçada (desemprego, reestruturação, recolocação etc.) ou seja por uma reavaliação de suas aspirações durante um período tão difícil emocionalmente.

E o mercado gostou dessa tendência. Cada vez mais, busca-se pessoas capazes de transitar entre diferentes ocupações, que fazem cursos em áreas complementares as suas e desenvolvem novas habilidades. Essa fluidez dá valor ao profissional no mercado e pode ser algo necessário para ter oportunidades melhores no futuro.

Mais tecnologia

Não tem como escapar, a tecnologia está se entremeando em todos os setores de mercado, em todas as posições de trabalho. Quem não tem familiaridade com as soluções digitais relacionadas à sua carreira terá bastante dificuldade na hora de conseguir novas oportunidades.

Principalmente porque a Geração Z é a primeira a entrar no mercado que já nasceu em um mundo pós-internet. As próximas serão aquelas que já nasceram em um mundo de transformação digital, de comunicação instantânea e de automação com Inteligência Artificial.

Mesmo que a carreira que você escolha não tenha a tecnologia como foco, ela estará presente na sua rotina. Isso é inevitável. Por isso, gostamos sempre de incentivar nossos alunos a nunca parar de estudar, mesmo depois de concluírem o curso.

Mais empreendedorismo

Quando falamos em empreendedorismo, sempre vem a imagem de uma pessoa e uma ideia se realizando em uma nova startup. E não é à toa, já que apenas em 2021, 10 unicórnios se consolidaram no Brasil — startups que rapidamente chegam à avaliação de 1 bilhão de dólares.

Isso aponta que estamos em uma era de empreendedorismo, mas isso não quer dizer apenas criar sua própria empresa. É uma cultura de inovação e disrupção que se torna um diferencial para negócios contratarem novos profissionais.

São pessoas proativas, que gostam de encontrar soluções criativas para desafios em sua rotina de trabalho. Quem tem esse perfil de liderança e perseguir resultados pode se ver até disputado por diferentes marcas, aumentando o seu valor no mercado.

Como funciona o mercado de trabalho para o trabalhador informal?

Aproveitando o gancho sobre empreendedorismo, podemos falar dessa tendência de maneira mais ampla. Principalmente com ajuda da tecnologia para comunicar, vender e divulgar-se, cada vez mais profissionais escolhem ter o próprio negócio em vez de seguir carreiras empregatícias.

O número de trabalhadores autônomos cresceu 18,4% em 2021 quando comparado com 2020. É um salto que demonstra questões positivas e negativas em relação ao estado atual da nossa economia.

Por um lado não tão interessante, essa busca por mais ocupações informais aponta para a dificuldade de encontrar trabalho com carteira assinada em alguns setores. Sem perspectiva de um emprego, fazer o próprio negócio torna-se uma saída possível.

Mas isso também tem a ver com uma mudança de cultura no mercado do mundo todo, inclusive o brasileiro. Como já citamos, a cultura do empreendedorismo se une a nossa transformação digital como sociedade para criar novas oportunidades de carreira.

O trabalho informal hoje é muito diferente do que era 20 anos atrás. Naquela época, ser trabalhador informal significava ter um comércio de baixo volume, oferecer serviços a parentes e conhecidos e atuações do tipo.

A internet, as redes sociais e os aplicativos de mensagem mudaram muito essa dinâmica. Quem sabe utilizar bem esses canais digitais tem a oportunidade de anunciar, vender e oferecer serviços para o mundo inteiro. Diversas empresas hoje bem- sucedidas, principalmente no varejo, estão começando com poucos itens vendidos pelo Facebook ou WhatsApp.

Isso se estende para todos os setores e até serviços mais tradicionais como Advocacia e Engenharia. A possibilidade de se mostrar diretamente para o público permite que muitos profissionais comecem de maneira mais informal e construam o próprio negócio com mais rapidez.

Por isso, podemos dizer que o início de carreira atualmente é mais promissor para quem investe em estudo e qualificação. Quando as oportunidades em empresas não estão tão atraentes, é possível criar sua própria base de clientes e, quem sabe, deixar de buscar emprego e tornar-se empregador.

Quais são as carreiras de maior destaque?

De acordo com um levantamento do IBGE, profissionais com curso superior ganham, em média, 220% a mais que trabalhadores sem formação. Dessa forma, é possível notar que o diploma de graduação é um diferencial no currículo. Ter essa qualificação, inclusive, nos ajuda a encontrar melhores vagas em bons sites de emprego, como no Canal Conecta.

As oportunidades são maiores até para quem pretende aderir ao modo mais moderno de trabalho (o remoto), já que a qualidade no serviço costuma ser uma forma de esses trabalhadores se sobressaírem.

Com relação às carreiras de maior destaque, grande parte envolve conhecimentos relacionados a finanças, tecnologias, vendas, recursos humanos. Alguns exemplos de profissões ou cursos são os seguintes.

Engenharia

Muito valorizada desde sempre, as Engenharias ainda estão com tudo. Com o aumento populacional e a modernização das cidades, haverá mais demandas para obras relacionadas a alargamento de pistas, viadutos, novas rotas. O transporte público precisará se desenvolver para atender a população.

Novos prédios precisarão ser levantados. Inovações em instalações, de modo a otimizar o uso de energia, água e tecnologias serão implementadas. Saber projetar e construir, levando em consideração a sustentabilidade, será bastante valorizado.

Tecnologia da Informação e Ciência da Computação

Cursos voltados para carreiras em tecnologia são um dos mais promissores. O desenvolvimento de aplicativos e de ferramentas que tenham o intuito de facilitar processos e aumentar a produtividade das pessoas será uma habilidade reconhecida. Programação de drones, desenvolvedor de UX (user experience), especialista em Big Data são só alguns dos possíveis campos, para se investir.

Finanças e Ciências Contábeis

Ainda que empresas e pessoas possam contar com a Inteligência Artificial, o auxílio dela estará voltado às atividades manuais e repetitivas. Caberá ao novo contador realizar análises, previsões e planejamentos estratégicos. Especializar-se em algumas áreas, como compliance empresarial, consultorias, contabilidade ecológica pode ser o diferencial.

Marketing Digital e Vendas

O futuro de várias empresas e profissões contará com o Marketing Digital para conseguir melhor colocação no mercado. A disputa é grande. O que todo mundo mais deseja é estar nos primeiros resultados do Google. Empresas investirão em formas para serem notadas, como redes sociais e blogs, com conteúdos relevantes.

O profissional que conseguir oferecer esses serviços aos clientes será muito bem-visto. Conhecimentos sobre SEO (otimização para motores de buscas), além de saber gerenciar mídias sociais e ter habilidades de copywriting e vendas são importantes aqui.

Agronegócio

Um dos pilares mais importantes da economia brasileira, agora, a Agronomia terá o amparo da Inteligência Artificial, para alcançar melhores resultados. Prever o dia ideal para plantação e controlar todo o processo, desde cultivo à venda, será mais simples. Fazer crescer a produção será interessante para a economia do país. A previsão é que especialistas nessa área tenham ganhos.

Meio Ambiente

Mudanças climáticas, preservação de florestas, estudos para evitar a extinção de animais e procura por práticas mais sustentáveis são assuntos em pauta atualmente e que ainda serão relevantes nos próximos anos. A sustentabilidade tem sido valorizada dia a dia em diversas esferas, como empreendedorismo, Agronomia, Construção Civil, Nutrição, Biomedicina etc.

Recursos Humanos e Psicologia

Pode parecer um paradoxo, já que robôs têm sido cada vez mais aperfeiçoados e enaltecidos. Mas saber lidar com pessoas, ter inteligência emocional, entender o comportamento humano serão um diferencial. Um profissional com um olhar mais empático poderá ajudar as pessoas a se desenvolverem pessoalmente.

No entanto, a tendência é a modernização na área de Psicologia, com a ampliação de atendimentos online e a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial para ajudar a recrutar, selecionar, fazer entrevista coletiva, treinar, tratar fobias, entre outros.

Biomedicina

A saúde será um dos focos para o futuro, já que a tendência é uma procura constante por vida saudável e bem-estar. Hemoterapia, terapia celular, colpocitologia oncótica e auditoria são exemplos de especialidades auspiciosas na Biomedicina.

A hemoterapia refere-se ao processamento de transfusão de sangue e seus procedimentos terapêuticos. A terapia celular abrange condutas de obtenção, processamento e transfusão de células progenitoras.

A colpocitologia oncótica é específica para análises e diagnósticos de lesões de câncer de útero. Já a auditoria tem o propósito de se certificar da qualidade dos processos realizados e oferecidos nas empresas. O foco será desenvolver ainda mais os estudos relacionados à saúde e às curas.

Farmácia

Assim como a biomedicina, a tendência é precisarmos de mais pesquisas e desenvolvimento em medicamentos e cosméticos. Cada vez mais as pessoas procuram saúde, qualidade de vida, eficiência dos produtos, diminuição de efeitos colaterais.

Áreas como a da estética ortomolecular são promissoras. Unir à Farmácia noções de Direito também é uma boa, oportunizando carreiras na análise pericial e de toxicologia.

Empreendedorismo

Empreender será uma das habilidades mais requeridas, independentemente da formação. Saber cuidar da própria carreira, ter iniciativa para inovar, identificar problemas e oportunidades, persistir são algumas das qualidades de um profissional competente.

O empreendedorismo digital, com a venda de produtos e serviços pela internet, tem tudo para crescer ainda mais, devido às transformações tecnológicas e às necessidades dos consumidores de mais comodismo nas compras.

Outras carreiras

Outras profissões também não deixam de ser boas, claro. Todavia, a tendência é que sofram algumas mudanças e ressignificações para se adaptarem a um mundo mais digitalizado. Um exemplo disso é o trabalho do professor, que tem se moldado a um formato online, com aulas a distância.

Na Anhanguera, por exemplo, já entendemos essas novas necessidades e demos um passo à frente. Com cursos pela internet, alunos podem se beneficiar da comodidade de aprender em qualquer lugar em que estejam, não precisando sair de casa — unindo praticidade e qualidade no aprendizado.

Como se destacar no mercado de trabalho?

Muito tem se falado no termo “profissional do futuro”, que corresponde ao trabalhador cujas habilidades permitem que ele se sobressaia em um mercado de muita concorrência e com a substituição de algumas atividades, pela Inteligência Artificial.

Não importa o seu desejo. Para atuar na tradicional carreira em Y, ou na moderna carreira em W, para atuar como autônomo, ou, mesmo, ao procurar vagas em startups, os requisitos são bem parecidos. Veja, a seguir, algumas das características essenciais.

Focar na capacitação

A graduação é um dos itens essenciais a ser colocado na hora de montar currículo. Por mais que muitos dos serviços possam ser realizados por máquinas, a capacitação profissional e o investimento em capacidades é algo que nunca acabará. É a partir da aquisição de conhecimentos que o profissional estará mais preparado no dia a dia e poderá agregar mais valor a empresas, clientes, consumidores.

A mão de obra qualificada é uma das maiores demandas para preencher cargos importantes nos negócios. E, com o passar dos anos, exigências em relação à educação só aumentam. Em tempos de grandes disputas por uma vaga, ganha aquele profissional que se demonstrar mais bem-preparado para oferecer o serviço que as organizações precisam.

Lembrar a parte prática

Não adianta dar atenção apenas à teoria e deixar a prática de lado. Quanto mais cedo o aluno tiver contato com a realidade da profissão, mais preparado ele estará para atuar no mercado.

A experiência profissional, juntamente à capacitação, está entre os requisitos mais bem-vistos em um processo seletivo. Não é raro vermos indivíduos com especializações e mestrado no currículo, mas dispensados, depois da triagem, por não terem tido contato com a prática.

Continuar investindo na qualificação

Estamos vivendo uma revolução digital. O desenvolvimento da internet contribui para que as informações cheguem rapidamente em toda parte do mundo. Por um lado, isso nos deixa atualizados, em tempo real, sobre qualquer notícia. Ao mesmo tempo, tudo muda rápido demais. Se não acompanharmos as informações, nossos conhecimentos se tornam obsoletos.

“O analfabeto do futuro será aquele que não poderá aprender, desaprender e reaprender”. Já ouviu essa frase antes? É de Alvin Toffler, um futurista norte-americano, conhecido por seus escritos sobre tecnologia e evolução.

O que ele quis dizer com isso é que precisaremos investir continuamente na nossa capacitação. O mundo se transforma rápido e, para atendermos a ele, não poderemos nunca estagnar.

Ter inteligência emocional

A inteligência emocional é definida como a capacidade de saber lidar bem com nossas emoções e nossos relacionamentos. Características como empatia, autocontrole, autoconhecimento, automotivação e sociabilidade são necessárias.

É por meio de uma inteligência emocional bem-desenvolvida que os indivíduos podem usufruir de relações mais saudáveis, aproveitar oportunidades no momento certo, ter constante motivação para buscar o aperfeiçoamento.

Habilidades como saber ouvir críticas, lidar com expectativas frustradas, ter resiliência e saber se livrar de crenças limitantes são importantes em qualquer área profissional.

Desenvolver o espírito empreendedor

Como já comentamos, ter ao menos noções de empreendedorismo será fundamental. Nesse sentido, é importante ter proatividade, a fim de buscar, por conta própria, formas de se superar na carreira.

Quem é autônomo precisa levar essa dica ainda mais a sério, visto que quanto mais diferenciais o profissional apresentar em seus serviços, mais chances de sucesso ele tem. Disciplina, foco, capacidade de antever mudanças, habilidade em pesquisar tendências, dedicação constante são alguns dos traços indispensáveis.

Ter boa comunicação

Lidar com pessoas e saber ter uma comunicação objetiva é fundamental para qualquer equipe, em uma empresa, progredir. Comunicar-se bem não é apenas passar informações. É necessário saber interpretá-las e como repassá-las da forma certa aos outros. Processos organizacionais só podem evoluir a partir de uma comunicação eficiente.

Aliás, esse quesito está entre os principais elencados nos erros e acertos em entrevista de emprego. O entrevistador costuma observar a postura, com relação a expressões inadequadas (como gírias e palavrões) e formulação de um pensamento lógico.

Áreas de atuação mais promissoras para investir

Depois de tudo o que conversamos neste texto, você tem o que precisa para analisar o mercado no futuro, suas oportunidades e, junto com seus interesses de carreira, traçar o melhor caminho para começar a estudar.

Que tal, então, terminarmos falando reforçando esse futuro? Veja as áreas de atuação que devem ser mais valorizadas nos próximos anos, inclusive algumas que já citamos, e por que vale a pena investir nelas, se você tem interesse.

Administração

Como mencionamos há pouco, podemos estar no início de uma nova era de empreendedorismo no mercado. Cada vez mais, é importante que profissionais saibam inovar e ser proativos tanto dentro de empresas quanto em negócios próprios.

Nesse sentido, o curso de Administração e similares ajuda a dar uma base de gestão empresarial nesse novo mundo digital. Você aprende sobre como gerenciar processos, pessoas e ferramentas e pode aliar esses conhecimentos a ideias inovadoras para criar disrupção no mercado.

Nutrição, Saúde e Educação Física

Outro ponto que levantamos foi como a pandemia trouxe um senso de urgência para que nós nos preocupemos com nossa saúde além do trabalho e possamos ter mais bem-estar em nossas vidas.

Assim, tanto as empresas quanto os clientes estão demandando mais de profissionais da área de saúde física e mental. O destaque fica para área de serviços, como Nutrição e Educação Física, que ajudam essas pessoas a manter o corpo saudável e equilibrar a vida pessoal com a profissional.

Áreas tecnológicas

Não tem como não citar as áreas tecnológicas para o futuro, se a tecnologia está em todos os setores de trabalho hoje.

Seja para fazer parte do setor de TI, seja para desenvolver inteligências artificiais ou até criar aplicativos que vão ajudar as pessoas, os profissionais desse setor são cada vez mais valorizados, com a média salarial sempre em crescimento e muita disputa entre as empresas por novos talentos.

Alguns cursos nesse sentido são Engenharia de Software, Sistemas de Informação e Ciência da Computação.

Comunicação e Marketing

As áreas de comunicação mudaram muito nos últimos anos, principalmente com o uso de mídias sociais no chamado Marketing Digital. Se, antes, Publicidade e Propaganda eram feitos de maneira generalista em grandes mídias, hoje, é personalizada e entregue de maneira automatizada em canais digitais.

Por isso, o mercado valoriza muito novos talentos, pessoas que entram no mercado de trabalho já com essas noções de redes sociais e comunicação instantânea em seu DNA. É uma carreira muito promissora e muito dinâmica para quem está começando. 

Design

O design hoje está em tudo. Nas marcas que consumimos, nas interações digitais que participamos, no conteúdo de entretenimento que consumimos. Por isso a demanda por designers só tende a aumentar no futuro.

Nessa área, podemos destacar o Design Gráfico que está em alinhamento com nossas vidas cada vez mais digitais de celulares e aplicativos. O Desenvolvimento Mobile e o Design de Experiência são especializações muito valorizadas por empresas hoje.

Agora é com você!

Bem, como você pode ver ao longo deste texto, as notícias sobre o mercado de trabalho são promissoras. No entanto, fará muita diferença a plena dedicação a uma formação profissional, desde o começo. Adquirir conhecimentos, ter práticas e desenvolver habilidades interpessoais fará com que você se destaque na carreira.

Então, decidiu qual caminho seguir? Seja qual for, ele começa aqui na Anhanguera! Faça a sua inscrição para o vestibular online e prepare-se para o futuro!

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