Pensando em ingressar no ensino superior? Tire suas dúvidas agora!

Quem vê o ensino superior como oportunidade de crescimento pode ter dúvidas no momento de escolher dentre as modalidades de curso, formas de ingresso, vantagens profissionais e as diferentes opções de instituições de ensino. Logo, se você se encontra nessa situação, é natural precisar de ajuda para tomar uma decisão bem fundamentada.

Neste conteúdo, apresentaremos as principais características dos cursos nacionais. Assim, você poderá encontrar as respostas fundamentais aos seus questionamentos e identificar qual é o melhor caminho para estudar — em termos de qualidade de ensino, custos, flexibilidade de horários e superação de obstáculos.

Este é um guia completo, que o deixará por dentro de tudo o que diz respeito ao ensino superior no Brasil, ajudando-o a identificar a melhor opção para a sua carreira. Ao final, você entenderá a importância da educação para ter empregabilidade e buscar melhores salários. Não deixe de conferir!

Quais são os tipos de cursos de ensino superior?

Os cursos de ensino superior no Brasil estão divididos em três modalidades: bacharelado, licenciatura e tecnólogo. Consequentemente, os tipos de graduação apresentam públicos-alvo e formas de inserção na carreia diferentes entre si, ainda que sejam realizadas dentro de um mesmo segmento profissional. Para entender melhor, conheça cada um deles!

Bacharelado

O bacharelado é uma formação ampla na área de conhecimento escolhida, geralmente, com duração de 3 a 6 anos. Nessa modalidade, o estudante recebe uma base teórica muito forte, — que enfatiza os aspectos gerais —, e, ainda durante o curso, participa de disciplinas, estágios e outras atividades voltadas para prática profissional.

Para algumas profissões, essa é a única opção disponível, enquanto, em outros casos, existem diferentes alternativas dentre os tipos de cursos superiores. Por exemplo, para ser advogado é preciso cursar Direito, mas para atuar com administração, há a possibilidade de investir em um tecnólogo — como Gestão Financeira, Gestão Comercial e Gestão da Qualidade.

Licenciatura

A licenciatura é a habilitação para atuar na função de professor dos níveis fundamental, médio e profissional, bem como, no caso do curso de Pedagogia, para exercer funções de apoio administrativo e direção escolar. Sua duração média é de 3 a 4 anos.

A principal característica do curso é combinar o conhecimento na área escolhida, — Matemática, Língua Portuguesa, História, Educação Física etc. —, com o domínio de metodologias e técnicas de ensino. Além disso, para se habilitar, o interessado cumpre estágio obrigatório em escolas públicas ou privadas.

Tecnólogo

O tecnólogo é uma modalidade mais focada no exercício de atividades profissionais específicas. Ou seja, diferentemente do Bacharelado, que é amplo, o conteúdo desta terceira modalidade é mais direcionado. Assim, é possível concluir a formação, em média, com 2 a 3 anos, tendo um rápido ingresso no mercado profissional.

O diferencial dos cursos desse tipo é o foco. Por exemplo, em vez de passar por Ciências da Administração, o estudante pode se especializar em um curso de gestão de Recursos Humanos. Há ganhos, como agilidade e especialidade, e perdas, como visão menos abrangente, nessa decisão.

Esses diplomas têm o mesmo valor?

Bacharelado, licenciatura e tecnólogo são cursos de nível superior. Isso significa, por exemplo, que, por meio de qualquer um deles, você terá acesso a concursos públicos, processos seletivos privados, cursos de pós-graduação, programas de complementação pedagógica e outras atividades que exigem esse grau de formação.

De quais diferenças preciso tomar conhecimento?

Há algumas diferenças entre tipos de cursos, modelos de instituição de ensino e áreas do conhecimento que precisam ser levadas em conta antes de fazer sua escolha. Confira algumas delas!

Tecnólogo x técnico

É importante ressaltar que o tecnólogo não deve ser confundido com a formação de nível técnico. Essa segunda é realizada, geralmente, em até 2 anos, sendo focada em desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes práticas, além de não conferir o diploma de nível superior.

Igualmente, para quem está em dúvida entre faculdade ou curso técnico, o tecnólogo pode ser uma alternativa para ingressar na área desejada. Afinal, em muitos segmentos, os supervisores, gerentes e especialistas precisam de uma graduação acima dos demais cargos, e o ensino superior é um diferencial.

Faculdade x universidade

Já entre faculdade e universidade, a diferença está nos serviços organizados pela instituição de ensino, de modo que ambos os diplomas têm a mesma validade. Enquanto a universidade é mais abrangente e atua também com iniciação científica, as faculdades são focadas no ensino superior.

Humanas, exatas ou biológicas

A decisão sobre as áreas de conhecimento passa por análises de oportunidades de mercado e interesses pessoais. Em muitos casos, as pessoas utilizam o teste vocacional, o aconselhamento, o coaching, bem como pesquisas sobre a área de interesse e guias salariais para identificar a melhor opção.

Vale ressaltar que, geralmente, os cursos são divididos em três grupos: humanas, exatas e biológicas. Assim, cada pessoa acaba se familiarizando mais com os assuntos estudados, oportunidades e atuação profissional de um segmento, sem que haja certo ou errado no caminho escolhido. Veja as principais características e exemplos:

  • ciências humanas são mais ligadas à compreensão e interpretação de indivíduos e sociedades, como Direito, Psicologia, Sociologia e História;
  • ciências exatas são mais focadas em cálculo, lógica, estatística, como Engenharia, Matemática, Ciências da Computação e Física;
  • ciências biológicas estudam a vida e as condições ambientais de sua existência em diferentes escalas, como Biologia, Medicina, Veterinária e Enfermagem.

Quais são as metodologia de Ensino?

Outra diferença relevante entre os cursos de ensino superior no Brasil são as metodologias adotadas, ou seja, a maneira como os assuntos são transmitidos para o aluno não é uniforme. As opções disponíveis são três: presencial, a distância e semipresencial.

Ensino presencial

O ensino presencial é caracterizado por exigir o deslocamento físico do aluno para a instituição de ensino. É o modelo mais tradicional, em que o estudante frequenta aulas em horários mais rígidos e convive com colegas e professores no ambiente da sala de aula.

As vantagens desse modelo estão relacionadas ao contato mais próximo com os demais estudantes e o desenvolvimento de uma rotina, uma vez que o aluno não pode fazer os próprios horários. Não à toa, essa é a modalidade com a qual a maioria das pessoas está mais familiarizada.

Ensino a distância

A educação a distância (EAD) é caracterizada pela ausência de deslocamento até a instituição de ensino, de modo que o aluno estuda com o auxílio dos meios de comunicação. Entre todas as alternativas, a mais presente nos dias atuais é o e-learning, que é a modalidade em que o tráfego de informações ocorre por meio digital.

Os principais diferenciais de estudar uma disciplina online são a flexibilidade e o custo. A primeira diz respeito à possibilidade de aprender no horário e no local escolhido, e a segunda aos preços mais baixos desse cursos, principalmente porque as instituições de ensino conseguem oferecer o produto em grande escala.

Por sua vez, a interação com colegas e professores evoluiu bastante. Hoje, as instituições de ensino investem em plataformas que promovem a interação em fóruns de discussão, tarefas, tutorias, espaços para tirar dúvidas e outros processos que simulam atividades presenciais no ambiente digital.

No entanto, um ponto relevante é que o comprometimento do aluno faz toda a diferença nessa modalidade de ensino. Você precisa lidar com a autonomia recebida de maneira responsável para cumprir todas as atividades e tirar o máximo de proveito do curso.

Ensino semipresencial

A modalidade semipresencial combina os elementos do ensino em sala de aula com a educação a distância, não sendo nem integralmente de um tipo nem de outro. Além disso, na prática, há diferentes intensidades de participação, divisão de assuntos e nível de importância na mescla de metodologias.

Um exemplo bastante comum são os cursos em sala de aula, mas que a instituição de ensino disponibiliza matérias eletivas, — as que são opcionais para o aluno —, pelo EAD. No entanto, nessa situação, as faculdades costumam manter a nomenclatura presencial.

Na verdade, o caso que vem recebendo a denominação é a modalidade em que o aluno se desloca para os polos da instituição de ensino e lá tem acesso aos equipamentos para realizar atividades via EAD. Assim, o estudante pode ser acompanhado por um tutor e conviver com colegas.

Vale ressaltar que as modalidades flexíveis, como ensino a distância e semipresencial, são ideais para quem precisa conciliar trabalho, estudo e família. Na Anhanguera, por exemplo, o interessado conta com um modelo inovador em ambas as opções.

No EAD, o aluno acessa o ambiente virtual de aprendizagem e recebe o conteúdo em etapas. Assim, de acordo com a sua disponibilidade de horário, cumpre meta após meta, realizando atividades interativas, videoaulas, fóruns, leituras, entre outras tarefas. Logo, é constantemente estimulado pela quebra do conteúdo em desafios e pelas diferentes abordagens.

Por sua vez, o semipresencial soma isso a uma experiência otimizada de sala de aula. O graduando comparece para ter atividades planejadas, como teleaulas, dinâmicas, debates e outras interações com os colegas e tutores. Assim, quem consegue se organizar para frequentar a instituição de ensino, ao menos, uma vez por semana vivencia também a experiência de aprendizagem presencial.

Sendo assim, se você busca uma modalidade com melhor custo-benefício e flexibilidade, vale a pena investir nessas opções inovadoras. Até porque, as mesmas disciplinas do presencial, como Direito, Contabilidade, Administração, Fisioterapia, Letras e Psicologia, estão disponíveis no EAD e no semipresencial. Além disso, não há diferenças de qualidade, porque os cursos são submetidos ao MEC e tiveram bons resultados nas avaliações.

Os diplomas dessas metodologias têm o mesmo valor?

Não existe diferença entre os diplomas presenciais, a distância e semipresenciais, a validade é idêntica em todo território nacional. Assim, o estudante é livre para buscar a formação que melhor atende às suas necessidades: tempo, dinheiro, deslocamento, aprendizado etc.

Como é possível ingressar no ensino superior?

Quem deseja ingressar no ensino superior, mesmo que tenha dificuldades financeiras, pode encontrar uma oportunidade adequada às suas necessidades e crescer profissionalmente. Além do pagamento de mensalidade, existem opções de crédito estudantil, parcelamentos, descontos e bolsas para auxiliar os interessados. Confira as diferenças entre cada uma delas!

Vestibular

O vestibular é o processo seletivo de alunos, realizado pelas próprias instituições de ensino. Atualmente, existem duas modalidades mais recorrentes: a convocação aberta e o agendamento. No primeiro, todos os candidatos realizam provas em dias definidos pela faculdade, na segunda, as provas são aplicadas sob demanda.

A vantagem do vestibular é que, diferentemente do ENEM, são cobrados assuntos relacionados à área em que será realizado o curso. Além disso, o foco da instituição de ensino conta bastante, ou seja, se o objetivo é eliminar o candidato ou verificar a presença do conhecimento necessário para ingressar no ensino superior.

ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado com o objetivo de avaliar a qualidade da educação no país. No entanto, com o passar dos anos, tornou-se uma via de acesso a bolsas e crédito estudantil, além de substituir ou complementar o vestibular em diversas instituições de ensino.

Entre as opções disponíveis, quem obtiver as notas necessárias pode acessar o ensino superior por três vias:

  • Sisu — plataforma online do MEC em que as instituições públicas de ensino superior ofertam vagas via ENEM;
  • ProUni — Programa Universidade para Todos, em que as instituições privadas oferecem bolsas totais ou parciais para os aprovados;
  • FIES — financiamento estudantil criado pelo governo federal, que pode ser total ou parcial, em que são oferecidas condições especiais de juros e pagamento.

Uma dica importante é ficar atento às vagas remanescentes — aquelas que não foram ocupadas em uma primeira ou segunda chamada, como quando o candidato não preencheu requisitos, deixou de entregar documentos ou desistiu. Aqui, existe uma nova oportunidade para competir por uma bolsa ou crédito.

Parcelamento privado

As instituições de ensino privado podem oferecer suas próprias linhas de financiamento ou parcelamento das mensalidades. Em geral, o aluno consegue dividir boa parte do valor cobrado — chegando a 70% em algumas instituições. Por isso, não deixe de verificar os regulamentos e as opções de ingresso de cada instituição.

Bolsas

Além do ProUni, algumas instituições oferecem bolsas de estudo totais ou parciais. Os requisitos precisam ser consultados em cada faculdade ou universidade, mas é comum que estejam ligados a questões financeiras, rendimento acadêmico médio ou desempenho no vestibular da organização.

Transferência de faculdade

A transferência de faculdade é uma modalidade em que o aluno de uma instituição migra para outra. Nesse caso, será avaliada a compatibilidade entre as matérias dos cursos, diminuindo-se proporcionalmente a carga horária. É uma opção comum principalmente para quem deseja migrar para cursos com opções a distância e semipresencial, em que há menores custos e maior flexibilidade.

Quais são as vantagens de ingressar no ensino superior?

Tão importante quanto conhecer as opções disponíveis e as formas de ingresso no curso superior é entender os benefícios financeiros e profissionais desse investimento. Há inúmeros motivos para buscar em uma formação de qualidade, e os principais deles você encontra abaixo.

Melhores oportunidades de emprego

Nos dias de hoje, as empresas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados. Em pesquisa sobre a escassez de talentos no mercado de trabalho, a consultoria de Recursos Humanos ManpowerGroup, identificou a falta de competência técnica como principal dificuldade para contratar, sendo apontada por 33% dos recrutadores consultados.

Nesse sentido, fazer um curso superior é a oportunidade de suprir a demanda e encontrar boas colocações. Um exemplo disso é o índice de empregabilidade do ensino superior, elaborado pela Semesp, em que o saldo de empregos, — diferença entre admissões e rescisões —, para pessoas com curso superior foi positivo em mais de 100 mil vagas, em 2018.

Salários mais elevados

No Brasil, conforme dados do IBGE, a diferença entre os ganhos de profissionais com nível superior é maior do que o dobro das pessoas com nível médio, sendo considerado o maior retorno em comparação com os demais países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A direção dos dados da Semesp é a mesma. Em média, os profissionais de nível médio recebem R$1.212,34, no caso do sexo feminino, e R$1.385,59, no masculino, enquanto os de nível superior chegam, respectivamente, a R$2.406,96 e R$3.035,57, na faixa de 25 a 29 anos. Além disso, no final da carreira, 65 anos ou mais, o salário chega a ser 4 vezes maior para mulheres e 6 vezes para os homens — em favor dos portadores de diploma.

Possibilidade de promoção

O diploma de nível superior também é uma medida para vencer a competitividade dentro das empresas. Com esse grau, você pode subir na sua área de atuação ou buscar uma colocação em outro segmento, sempre com maiores chances de ser promovido.

Um ponto importante, nesse sentido, é que, com a dificuldade de encontrar profissionais qualificados no mercado, as empresas estão olhando cada vez mais para os próprios quadros, a fim de solucionar as necessidades de competência.

As vantagens para as organizações dizem respeito à economia com recrutamento e à aposta em pessoas que já estão integradas à cultura da empresa. Não à toa, o auxílio para que os profissionais cresçam em suas carreiras está entre as principais medidas para enfrentar a escassez de talentos.

Independência financeira

Salário e empregabilidade mais elevados representam segurança para buscar a independência financeira. Afinal, não se trata apenas de ganhar um valor acima dos profissionais de nível médio, mas de ser um ativo valioso para as empresas, aumentando a permanência no emprego.

A maior estabilidade também será determinante em relação à aposentadoria. Como os profissionais com ensino superior têm maior empregabilidade, isso reflete no número de contribuições efetuadas para o INSS e, consequentemente, no benefício.

Sendo assim, o retorno do investimento é evidente, principalmente se forem consideradas cursos que buscam a inclusão social, com mensalidades acessíveis, créditos, parcelamentos e bolsas estudantis. É uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional que não pode ser desperdiçada.

O que levar em conta para escolher o curso ideal?

Para colher os benefícios e crescer profissionalmente, a escolha da instituição de ensino é um passo fundamental. Os cursos de graduação mais procurados combinam conteúdo de qualidade, oportunidade de desenvolver a prática profissional e uma boa reputação no mercado, e tudo isso será um diferencial na sua carreira.

Outra questão central é o acesso ao ensino superior. Valores de mensalidade, formas de ingresso, oportunidade de crédito e bolsas são fatores que devem pesar na decisão. Até porque, as condições oferecidas são fundamentais para que você consiga concluir todos os semestres e obter o diploma.

Logo abaixo, listamos boas práticas para identificar a instituição de ensino ideal e, assim, escolher um bom curso. Faça um checklist e confira ponto a ponto para não esquecer de nada no momento ao comparar as opções disponíveis no mercado.

Flexibilidade

A primeira questão diz respeito aos honorários e modalidades de ensino disponíveis. Para quem tem dificuldades para conciliar trabalho e estudo, é importante avaliar não só se existe a opção de ensino a distância, mas também a infraestrutura oferecida via ambiente virtual.

O estudo a distância não pode significar isolamento. Por isso, as melhores instituições de ensino oferecem possibilidades de promoção da interatividade nas plataformas digitais, como tarefas, contato com tutores e abertura de fóruns de discussão para aproximar os alunos e permitir o networking.

Também é importante avaliar a disponibilidade de polos, porque, mesmo no EAD, as provas devem ser realizadas no estabelecimento da faculdade. Isso significa que a infraestrutura, de certa forma, contribui para que os estudantes tenham mais flexibilidade em relação aos horários e locais.

Corpo docente

O nível de qualificação dos profissionais que lecionam na instituição é um segundo critério de decisão relevante. Afinal, é por meio dos professores que você terá contato com a matéria e buscará o desenvolvimento das competências para atuar na área escolhida.

O ideal é uma equipe que some experiência acadêmica com atuação no mercado, ou seja, além de professores com especialização, mestrado e doutorado, é importante que, ao menos uma parte da equipe, atue na área escolhida e conheça os dilemas dos profissionais.

Além disso, nos ensinos semipresencial e a distância, o corpo docente deve ser completado com a participação de tutores. Esses profissionais dão suporte e apoio ao estudante, facilitando o aprendizado do conteúdo no dia a dia, principalmente para quem assiste às aulas em horários alternativos.

Infraestrutura

Ao lado do corpo docente, a infraestrutura é um dos elementos que mais contribuem para uma formação de qualidade, principalmente para aliar teoria e prática. Logo, se você já escolheu uma disciplina, verifique se a instituição conta com ambientes adequados para o desenvolvimento das competências do curso. São exemplos:

  • laboratórios de ciências — locais destinados ao estudo de microrganismos, anatomia humana ou veterinária, produtos químicos e outras necessidades das áreas de ciências biológicas;
  • ambientes profissionais — núcleos de prática, clínicas-escola, fazendas-escola, agências experimentais e outros locais que simulam o ambiente de trabalho da área escolhida;
  • laboratórios de informática — locais com acesso à internet e recursos de informática para realização de atividades acadêmicas, além daqueles preparados especificamente para os alunos de Ciências da computação;
  • bibliotecas — local adequado para estudo com livros e materiais atualizados sobre a área;
  • responsabilidade social — oportunidades de participar de atividades voltadas para comunidade, como núcleos de atendimento jurídico, odontológico, médico etc., trote universitário solidário, eventos e campanhas beneficentes.

Além disso, se for a modalidade escolhida, é importante conhecer os recursos de ensino a distância, ou seja, a qualidade das videoaulas, o funcionamento da plataforma de ensino, as ferramentas disponíveis e o suporte dado ao aluno da disciplina online.

Possibilidade de acesso e permanência no curso

Os custos envolvidos também devem ser levados em conta para sua decisão, como condições para ingressar na faculdade, pagamento, crédito e bolsas. É importante que você pense sobre as despesas de se manter no curso — de calouro a graduado, e não apenas no começo do curso.

Para quem tiver dificuldades financeiras, o ensino EAD pode ser a opção ideal para conquistar o sonho de ter um diploma. A modalidade alia a diminuição dos preços da mensalidade com redução em despesas com deslocamento e alimentação. Logo, torna o ensino superior mais acessível.

Vale ressaltar que isso não é feito em prejuízo da qualidade do curso. É que, como os recursos digitais podem ser replicados para atingir um número incontável de pessoas, e os gastos com estrutura física são minimizados, é possível repassar condições mais vantajosas para os estudantes.

Outra dica é buscar instituições de ensino que tenham o impacto social como propósito. Encontrar uma oportunidade em um estabelecimento que tenha a missão de melhorar a comunidade pode ajudar bastante não só no ingresso, mas também em imprevistos ocorridos durante o curso.

Custo-benefício

Também relacionado à possibilidade de se organizar financeiramente, é preciso entender quanto a instituição de ensino consegue entregar em relação às despesas geradas para o estudante. Isso significa que, além de caber no seu orçamento, a faculdade deve oferecer um retorno adequado aos seus objetivos.

Se você deseja crescer profissionalmente e melhorar de vida, nesse caso, o ponto-central é o foco no mercado de trabalho e a busca por desenvolver os conhecimentos, habilidades e atitudes que serão utilizadas na prática. Logo, buscar uma instituição fora da sua realidade financeira e que não lida com o aspecto profissional será uma péssima decisão.

Comece, portanto, listando as alternativas dentro do seu orçamento. Posteriormente, procure pistas sobre a capacidade de entrega do curso. Geralmente, faculdades que conseguem reduzir custos sem comprometer o ensino apresentam as seguintes características:

  • bom número de polos e praças atendidas;
  • uso da tecnologia;
  • experiência com EAD e semipresencial;
  • grande quantidade de alunos atendidos;
  • investimentos em infraestrutura;
  • tempo de mercado.

Perceba que esses atributos dão credibilidade para a instituição de ensino. As mensalidades acessíveis serão fruto de inovação, tecnologia, crescimento planejado e outras práticas de gestão, aplicadas para criar uma relação custo-benefício favorável e atender aos estudantes com uma vida financeira mais justa.

Reputação da instituição de ensino

O diploma de graduação precisa ser bem-visto no mercado profissional. Afinal, é muito natural que, em uma triagem, os formados em instituições que não são tão reconhecidas nem sequer sejam chamados para as entrevistas de emprego, até porque, isso reduz custos e agiliza o processo seletivo.

Por isso, buscar uma instituição com credibilidade significa proteger o seu investimento. Trata-se de uma avaliação ampla, em que podem ser considerados diferentes itens:

  • Índice Geral de Cursos — métrica do MEC que avalia o desempenho da instituição em conjunto com a infraestrutura oferecida;
  • Conceito ENADE — nota atribuída com base no desempenho médio dos alunos no Exame nacional do ensino superior, que avalia a qualidade dos cursos;
  • Conceito Preliminar de Curso — é a avaliação individual de cada curso, com base no Enade, infraestrutura, corpo docente etc.

Perceba que, além de consultar os indicadores da instituição como um todo (IGC e Conceito ENADE), é preciso considerar a nota do curso que você pretende realizar (CPC). Até porque, existem faculdades que são focadas em uma matéria, enquanto outras conseguem manter um desempenho mais uniforme em diferentes cursos.

Qual é o melhor momento para ingressar em um curso superior?

Como visto, o ensino superior traz diversos benefícios para os graduados, como empregabilidade, salários melhores, promoções e independência financeira. Não à toa, desperta o interesse em quem deseja crescer profissionalmente e encontrar oportunidades para melhorar de vida, sendo uma excelente modalidade de investimento.

Por isso, é importante aproveitar o momento atual, em que é possível encontrar boas opções para realizar o curso. Além de diferentes metodologias para satisfazer necessidades de horários, há formas de ingresso mesmo para quem conta com um orçamento apertado — como vestibular, parcelamento, bolsa e crédito estudantil.

Sendo assim, se você deseja ingressar no ensino superior e investir na sua carreira, pesquise bastante porque certamente será possível encontrar uma opção de qualidade e, assim, concretizar essa importante etapa de vida.

Gostou do conteúdo? Para se aprofundar uma pouco mais no assunto, acesse nosso texto “Como lidar com a jornada dupla de uma forma saudável e produtiva?” e complemente sua leitura!

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