Faculdade de Direito: tudo o que você deve saber antes de ingressar

estudante de faculdade de direito

Você já se imaginou trabalhando como advogado ou juiz? Quem deseja advogar ou seguir carreira jurídica deve dar o primeiro passo já na escolha da graduação — optando pelo curso de Direito. Essa área é uma das mais antigas e tradicionais, com o objetivo maior de colaborar com a organização da sociedade.

A aplicação do Direito se dá na ordem das relações entre as pessoas, os grupos e as organizações, bem como na aplicação e no entendimento das leis vigentes. Com grande prestígio, é um curso muito respeitado e que encanta milhares de jovens que estão na busca pela sua formação superior.

Se essa é uma opção para a sua vida acadêmica e profissional, vale a pena entender mais aspectos do curso. Por isso, preparamos um conteúdo completo com tudo o que você precisa saber sobre o Direito. Aqui, serão abordados os seguintes assuntos:

  • o curso de Direito;
  • as áreas de atuação;
  • Direito Civil;
  • Direito Penal;
  • Direito Constitucional;
  • Direito do Trabalho;
  • Direito do Consumidor;
  • Direito Administrativo;
  • Direito Empresarial;
  • Direito Ambiental;
  • Direito Tributário;
  • Direito Internacional;
  • Direito Digital;
  • o mercado de trabalho;
  • a advocacia;
  • a carreira jurídica;
  • a faculdade de Direito;
  • a grade curricular do curso;
  • as habilidades de um profissional de Direito;
  • quanto ganha esse profissional;
  • o exame da OAB;
  • como escolher a sua faculdade de Direito;
  • os diferenciais da Anhanguera.

Com todas essas informações valiosas, você vai conseguir entender melhor as características do curso e do profissional da área de Direito. Assim, é possível tomar uma decisão mais coerente com suas aspirações e habilidades e não correr o risco de lidar com frustrações futuras, não é mesmo? Então, vamos começar. Boa leitura!

O curso de Direito

A ciência do Direito é mais antiga do que a gente pensa. Esse ramo das Ciências Sociais estuda as normas obrigatórias que mantêm — ou pelo menos tentam manter — sob controle as relações dos indivíduos na sociedade. Essas tentativas de organização social, contudo, datam até mesmo da Pré-História, com os primeiros sinais de análise, crítica e construção de institutos, normas, condições, pensamentos e saberes jurídicos.

Aqui no Brasil, no entanto, o ensino jurídico surgiu em 1827, quando as primeiras escolas de Direito foram abertas em Olinda (PE) e em São Paulo (SP), durante o governo de Dom Pedro I. Então, você já pode ter uma ideia do quanto esse curso é robusto e relevante — afinal, são quase dois séculos de história em terras brasileiras!

Ao lado da Medicina e da Engenharia, o Direito é, assim, uma das opções mais buscadas e concorridas pelos jovens. A profissão como conhecemos hoje, por sua vez, foi regulamentada apenas em 1994, pela Lei nº 8.906, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Daquela época para cá, muitas faculdades surgiram, e o curso de Direito é ofertado em todo território nacional, abrindo inúmeras oportunidades e possibilidades de atuação, como veremos a seguir.

As áreas de atuação

Se você acha que uma pessoa formada em Direto tem apenas um único caminho a seguir, vai se surpreender a partir de agora. Afinal, o curso abre um leque de oportunidades de atuação, das mais clássicas às mais inovadoras, acompanhando as demandas e as novas configurações sociais. Veja só!

Direito Civil

Esse é um dos campos mais amplos do trabalho jurídico, já que ele estuda desde os direitos mais básicos do ser humano até os mais complexos. Assim, o Direito Civil aborda tanto a liberdade de ir e vir de uma pessoa, por exemplo, quanto a constituição de uma empresa ou uma divisão de bens.

Nesse sentido, quem opta pela área civil pode escolher entre várias outras especializações, como o Direito da Família, o Direito Patrimonial etc. O Direito Civil, afinal, é um conjunto de todas as normas reguladoras de direitos e deveres de ordem privada no que diz respeito aos indivíduos enquanto integrantes da sociedade — previstas no Código Civil Brasileiro, por exemplo.

Direito Penal

Outro campo jurídico é o que aborda os diferentes tipos penais, ou seja, todos os assuntos relacionados a questões criminais — os seus procedimentos nos tribunais, os documentos envolvidos, os aspectos relacionados a provas, as teorias do crime e as reflexões éticas e morais, bem como os valores e os fatores de conflitos.

Para atuar nessa área do Direito, é preciso muito preparo e bastante conhecimento dos códigos morais e éticos. Além disso, é uma das maiores demandas do Brasil, já que a Justiça sofre com um grande volume de trâmites legais e processos com réus em julgamento.

Direito Constitucional

Essa é uma área um pouco mais recente do que as duas anteriores, uma vez que as Constituições dos Estados não datam de um longo período, não é verdade? Para ter uma ideia de como os estudos desse campo são mais contemporâneos, basta olhar para o passado e observar que a primeira Constituição conhecida nos moldes atuais é a dos Estados Unidos, de 1787.

Depois, tivemos a Constituição da França, após a Revolução Francesa, em 1791. Aqui no Brasil, a nossa primeira Carta Constitucional é de 1824, e a atual Constituição Federal, por exemplo, é de 1988.

De modo geral, o especialista nesse assunto deve dominar todos os aspectos que norteiam as liberdades, as normas, os direitos e os deveres de uma sociedade sob os parâmetros de sua Lei Maior.

Direito do Trabalho

O Direito Trabalhista, por sua vez, é um campo que aborda especificamente todas as relações de trabalho da sociedade. Assim, o profissional atua na aplicação e na análise de leis que tocam o trabalhador e os seus empregadores — como é o caso de garantias, benefícios, deveres, limites e outros temas que norteiam os vínculos empregatícios, de acordo com as normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Nesse sentido, podemos dizer que é um vasto segmento de atuação, já que grande parte da população brasileira trabalha em um regime de contratação, ou seja, trocando a sua mão de obra por uma remuneração. É um ambiente com grande quantidade de conflitos e disputas judiciais, com temas relacionados a, por exemplo:

  • demissões irregulares;
  • acidentes de trabalho;
  • abusos ou excessos em espaços profissionais;
  • assédios morais ou sexuais etc.

O profissional graduado em Direito que se enveredar pelo campo trabalhista vai poder defender o interesse tanto de trabalhadores quanto de organizações diante desses impasses. Portanto, além de amparar o colaborador, também vai ajudar as empresas a se adequarem em relação às melhores práticas, reformas e legislações específicas.

Direito do Consumidor

Uma das áreas que mais tem aumentado as suas demandas nos últimos anos é a do Direito do Consumidor. O motivo é bem óbvio, já que a popularização da internet e do comércio virtual trouxe consigo novas formas de negociação, de vendas e de processos.

Como nem tudo são flores, as compras on-line também apresentam inúmeros problemas — principalmente aqueles relacionados a entregas atrasadas, a produtos com avarias, a cobranças erradas e até mesmo a fraudes envolvendo os dados pessoais e financeiros dos consumidores. 

O Direito também trabalha com esse segmento, mediando todas as relações entre os fornecedores de bens e serviços e os seus clientes. Isso significa que o profissional é requisitado tanto para os consumidores, que necessitam de auxílio em relação aos seus direitos contidos no Código de Defesa do Consumidor, quanto para as empresas e marcas, que também precisam se organizar melhor para evitar possíveis conflitos.

Direito Administrativo

Todos os temas relacionados à Administração Pública são tratados na área do Direito Administrativo, englobando, assim, a regulação jurídica do Poder Executivo de um Estado. Estamos falando de todos os princípios e regras que disciplinam a gestão de um país, como os seus gastos públicos, os limites de publicidade, a transparência e a legalidade das ações.

Aqui também entram as licitações e as concessões de serviços públicos, a contratação de servidores e até mesmo o respeito às normas e aos demais princípios que abrangem todos os órgãos, agentes e atividades que esbarram no interesse público — municipal, estadual e federal.

Direito Empresarial

A área empresarial também é muito promissora para quem faz a graduação de Direito, visto que todos os trâmites burocráticos que envolvem uma empresa dependem desse conhecimento técnico. Por isso, vemos muitas oportunidades no mercado, com setores jurídicos em diversas empresas, bem como para aquelas que ainda estão em seu processo de abertura.

Além dessas frentes de trabalho, o Direito Empresarial lida com os trâmites de recuperação judicial, como no caso de processos de falência. Também há a necessidade de registro de patentes e a elaboração de diversos contratos, estatutos, manuais de conduta e outros documentos.

As organizações também podem contar com o sistema jurídico empresarial para combater a corrupção interna. Em empresas maiores, como multinacionais, é possível até mesmo construir uma carreira sólida nesse viés, gerenciando outros profissionais em suas sedes e filiais. 

Direito Ambiental

Os assuntos ligados ao meio ambiente nunca estiveram tão em alta como hoje. Justamente por isso é que as organizações, em seus mais diversos segmentos, estão preocupadas em trazer proteção jurídica, bem como ter uma equipe responsável por lidar com todas as questões ambientais que perpassam os seus processos.

Nesse cenário, temos profissionais do Direito que trabalham com aspectos legais relacionados a leis e normas que devem ser cumpridas para contribuir com a preservação do planeta. A função é orientar para as melhores práticas, além de equilibrar a relação da sociedade, do governo e das empresas com o meio ambiente.

É interessante lembrar que essa é uma área relativamente recente, que teve seus primeiros passos no século XX. Aqui no Brasil, o meio ambiente só veio a ter proteção jurídica com sua Constituição de 1988, mais precisamente no artigo 225, que diz:

 “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para os presentes e futuras gerações.”

Assim, o Direito Ambiental traz algumas diretrizes, que são os princípios:

  • da prevenção: que norteia a legislação ambiental e as políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, de modo que o melhor seja feito para prevenir os danos ambientais;
  • da precaução: que aperfeiçoa a prevenção, impedindo qualquer intervenção da qual não seja possível prever as consequências futuras;
  • do poluidor-pagador: em que o indivíduo ou entidade que causar qualquer prejuízo ambiental deverá arcar com os custos de reparação dos danos;
  • da responsabilidade: em que os responsáveis pela degradação também são obrigados a se responsabilizar pela compensação;
  • da gestão democrática: em que o cidadão deve ter direito à informação e à participação de todas as políticas públicas ambientais;
  • do limite: esse princípio visa a promoção do desenvolvimento sustentável, estabelecendo padrões de qualidade ambiental.

Quem trilha esse caminho no Direito tem a chance de trabalhar ativamente para conquistar o equilíbrio dos interesses sociais, econômicos e ecológicos, por meio de um desenvolvimento consciente e que não comprometa a qualidade de vida das gerações futuras.

Direito Tributário

Muito ligado a outras áreas aqui já citadas, como o mercado corporativo, trabalhista ou administrativo, o Direito Tributário lida com todas as questões de tributações no país, sendo elas impostos, contribuições e taxas pagas às instâncias governamentais — aos municípios, Estados e Federação.

Essa é realmente uma função que mostra o quanto as áreas do Direito nunca são completamente autônomas. A ideia é zelar pela destinação efetiva das arrecadações aos cofres públicos, bem como a sua aplicação ou gerenciamento dos recursos. Logo, podemos ver como o especialista em tributação também pode atuar paralelamente nas áreas complementares, necessárias para o bom funcionamento da sociedade e de várias instituições, públicas ou privadas.

O sistema tributário do Brasil é um dos mais complexos do mundo. Portanto, é preciso contar com profissionais que possam ajudar não só a controlar, mas a manter a boa gestão do país por meio de suas arrecadações de modo geral. 

Direito Internacional

Também é possível trabalhar com questões que envolvem as relações exteriores, ou seja, com outros países, entidades e até mesmo tribunais internacionais. Nesse ramo do Direito, existem profissionais à frente de acordos comerciais, mas que lidam com diversos outros detalhes, como:

  • crimes contra a humanidade;
  • crimes de guerra;
  • genocídios;
  • limpeza étnica;
  • extradições e deportações;
  • asilos políticos;
  • casamentos e outros processos cíveis entre estrangeiros;
  • naturalizações etc.

Em geral, temos nesse campo as responsabilidades legais dos Estados em relação aos demais. Essa é uma área de cunho social extremamente importante, inclusive, tendo sido fundamental nos trâmites que envolvem a migração, os Direitos Humanos e a condição dos refugiados pelo mundo afora.

Direito Digital

Com a expansão do acesso à internet e todas as inovações tecnológicas, surgiu o Direito Digital, que trata de vários conflitos que surgiram junto às relações no ambiente virtual. Embora já existam leis específicas, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), esse novo ramo jurídico trabalha para ampliar as discussões e regularizar cada vez mais esses novos processos.

Mais uma vez, é possível notar a sua relação com os outros campos do Direito, como o Penal, o Civil, o Tributário, o Empresarial ou do Consumidor. A proposta é resolver problemas pontuais, como:

  • limites e invasões de privacidade;
  • danos morais por alguma situação nas redes sociais;
  • uso indevido de dados e de sistemas de empresas ou instituições;
  • furto de dados e outros crimes cibernéticos;
  • distribuição de conteúdos que prejudiquem a imagem de pessoas etc.

Contudo, o profissional dessa área também pode atuar com mais pontos, como a celebração de contratos virtuais, os direitos do trabalhador em relação ao trabalho remoto, a propriedade intelectual de conteúdos digitais, entre outros.

Além de todos esses campos, ainda podemos citar o Direito Eleitoral e Partidário, que cuida das eleições, da elegibilidade de candidatos e também dos direitos políticos, bem como os Direitos Humanos, que lidam especificamente com as liberdades e os limites dos direitos básicos do homem.

Também há o Direito Previdenciário, que aborda e instrui sobre os assuntos relacionados à aposentadoria da população, e o Direito Desportivo, que está voltado para as normas, regras e outros aspectos ligados aos esportes em geral.

O mercado de trabalho

Com todos os campos possíveis que elencamos, já deu para perceber que o Direito tem um mercado de trabalho bastante amplo, não é mesmo?

É por isso que, mesmo com tantos profissionais formados a cada ano — o Brasil tem mais de 1 milhão de advogados, o equivalente para encher mais de 15 estádios como o Maracanã —, o cenário continua promissor e repleto de oportunidades, que se dividem entre duas grandes áreas: a advocacia e a carreira jurídica.

Advocacia

O profissional que se forma em Direito e vai trabalhar com a advocacia, geralmente, atua em uma ou mais áreas já especificadas, como o Direito Civil, o Trabalhista, o Digital, entre outros.

Além de haver a possibilidade de abrir o seu próprio escritório ou de firmar sociedade com outros colegas de profissão, ele também pode exercer a atividade de advogar em setores jurídicos de empresas e outras organizações, representando tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Ainda é possível desenvolver e implementar políticas de compliance na iniciativa privada, por exemplo.

Carreira jurídica

Além da vasta opção anterior, também é uma ótima ideia seguir a carreira jurídica, que depende da realização de um concurso público. Nessa perspectiva, há a possibilidade de atuar como juiz, promotor, desembargador, delegado de polícia, entre outras profissões ligadas à área.

Os delegados, por exemplo, são os agentes da polícia judiciária, que cuidam de inquéritos, policiam e coordenam diversas investigações. Já a magistratura, que abarca os juízes, permite o julgamento dos processos e também a expedição de mandatos, como de prisão ou de busca e apreensão.

Aqui, também vale ressaltar o Ministério Público, onde trabalham os promotores de justiça. Esses profissionais são responsáveis por defender os interesses da sociedade perante o juiz. Assim, há a investigação e a fiscalização dos direitos, de forma que as leis sejam de fato cumpridas.

Em ambas as áreas, o profissional conta hoje com um mercado aquecido. O segredo é encontrar aqueles segmentos que mais se destacam e que são condizentes com as demandas atuais.

É claro que o Direito Digital é um forte exemplo, seguido do Direito Ambiental, por exemplo, mas as demais áreas também têm recebido as devidas atualizações, já que a ciência jurídica sempre vai acompanhar as tendências e as transformações da sociedade — pois é justamente para isso que ela serve. 

Considerando esse conceito, também devemos citar a carreira acadêmica, que é uma possibilidade bastante enriquecedora, principalmente para quem decide estudar e colaborar com a construção do pensamento jurídico e, de certa forma, social.

A faculdade de Direito

E aí, gostou de conhecer a realidade da profissão? Então, que tal agora descobrir como funciona a faculdade de Direito? Afinal, para iniciar a sua carreira na área, primeiro é preciso formar-se como bacharel, em um curso superior com o tempo mínimo de cinco anos.

Para que você conquiste o seu diploma, é preciso concluir as disciplinas obrigatórias que atingem a carga horária mínima. Esta, por sua vez, é uma soma de todas as matérias necessárias, além das atividades complementares, como palestras, cursos e seminários. Todavia, também é possível aproveitar ainda mais o período da faculdade, participando de projetos de extensão, de pesquisas e até mesmo incluindo as disciplinas optativas.

Quando estiver chegando ao final da jornada acadêmica, é necessário entregar um trabalho de conclusão de curso, feito sob a orientação de um professor. Aqui, você já pode delinear melhor a sua área de atuação preferida, que também tem a chance de ser escolhida depois dos estágios concluídos na prática — outro requisito fundamental para a formatura.

Essa experiência prática ocorre em órgãos públicos, como tribunais, defensorias e promotorias, bem como em escritórios de advocacia e também em outros setores jurídicos de empresas. Assim, o estudante conhece a rotina de trabalho nos diferentes segmentos possíveis e consegue descobrir com qual atuação ele mais se identifica.

A grade curricular do curso de Direito

O que você vai aprender no curso de Direito? Bem, antes de partir para as disciplinas que formam a grade curricular, vale ressaltar que os estudos são marcados pela reflexão e pela análise crítica, com uma boa dose de concentração, paciência e dedicação.

Outra habilidade desenvolvida por meio das matérias e práticas é a de argumentação, devido à constante necessidade de exposição de ideias e de posicionamento (algo que veremos mais adiante).

Isso porque a grade curricular do Direito é permeada por conceitos e atividades que pedem avaliação de casos, processos e evidências, bem como provas físicas, orais e documentais. Então, não dá para ficar só na teoria — essa diversificação proporciona uma gama maior de experiências nas diferentes carreiras, exigindo, contudo, muito estudo e leitura.

As disciplinas e as cargas horárias variam de acordo com as faculdades de Direito, mas, em geral, o conteúdo é semelhante, oferecendo as bases do Direito e os seus diversos campos, como você já aprendeu até aqui.

Para que o estudante tenha uma boa solidez, ele conta primeiro com disciplinas teóricas, com aspectos mais didáticos e filosóficos, como a fundamentação e a estruturação dos conceitos de jurisdição, a essência do sistema legal, as hierarquias, o conflito de leis etc.

Essas disciplinas mais teóricas são mais frequentes nos três primeiros anos de curso, ficando as específicas e as práticas para o final desse período. É interessante lembrar que, no início, são vistas igualmente matérias fundamentais, como noções de Sociologia, Antropologia, Comunicação, Português e Economia.

Essa introdução ao Direito também traz a sua história, delineando melhor todos os campos mais tradicionais que já mencionamos, como o Direito Penal, o Direito Constitucional, o Direito Empresarial e o Direito Civil. O estágio, por fim, é uma das disciplinas obrigatórias e oferece uma experiência fundamental aos estudantes que estão prestes a ingressar no mercado de trabalho.

As habilidades de um profissional de Direito

Depois da pincelada que demos sobre as características essenciais de um estudante de Direito, chegou o momento de falar sobre as habilidades que um profissional formado deve ter para construir uma carreira sólida e de sucesso.

Como o curso é marcado por conhecimentos que envolvem lógica, filosofia, política e outros assuntos que necessitam de argumentação, você vai ver que a base para a formação das competências é o gosto pelo aprendizado constante. Veja, a seguir, de forma mais detalhada, quais são as principais aptidões requeridas pelo Direito!

Capacidade de argumentação e oratória

O profissional do Direito lida com as práticas argumentativas desde o início do curso. Nesse sentido, é fundamental que a pessoa desenvolva suas habilidades de comunicação, de modo a apresentar uma boa oratória, que transmita com clareza o que deve ser repassado.

Essa capacidade de comunicar-se bem e de saber organizar as suas ideias e os seus argumentos torna-se importante no dia a dia de trabalho, seja na grande área da advocacia, seja na carreira jurídica. São características que agregam credibilidade e que ajudam o profissional a construir uma imagem sólida e de respeito no mercado.

Raciocínio lógico e jurídico

A habilidade anterior leva ao bom raciocínio lógico, justamente por ser a lógica uma das matérias estudadas no curso de Direito, como parte da Filosofia e também muito solicitada em concursos para áreas específicas, como as de investigador e de delegado de polícia.

Contudo, o raciocínio lógico — e jurídico — é fundamental para interpretar a lei e chegar a afirmações e negações dentro da validade e da veracidade dos fatos analisados pelo profissional, independentemente do seu campo de atuação. A dica para fortalecer essa habilidade é o treino constante, pois, quanto mais aprofundado em certas temáticas, mais afinidade você terá para traçar linhas de pensamento coerentes e úteis para o trabalho.

Olhar crítico e analítico

Uma característica marcante do Direito é a necessidade de uma visão crítica sobre tudo. Afinal, para analisar casos e processos e encontrar a melhor saída em diferentes situações jurídicas, é preciso estabelecer um olhar bastante analítico e, de certo modo, até desconfiado sobre as coisas.

Quando o profissional carrega essa marca, ele estará sempre pronto para atuar da melhor maneira, uma vez que reflexões rasas ou até mesmo a falta de observação detalhada e conclusões precipitadas podem comprometer a qualidade dos resultados e prejudicar seriamente indivíduos, organizações e sociedade.

Boa escrita e gosto pela leitura

Quem faz Direito lê muito, por isso, deve gostar disso. Afinal, a leitura na área jurídica é muito mais do que um simples “passar de olhos” sobre os textos e outros materiais — a interpretação acompanha cada página, e os olhos devem estar atentos para encontrar brechas, sentidos, perspectivas diferentes etc. Além do mais, a sociedade muda, as leis mudam, e as reações mudam. Logo, o estudo é constante, e você nunca mais vai parar de ler e produzir conhecimento!

Por isso é que junto à leitura está a escrita, é claro. O estudante de Direito já deve ir se acostumando com as boas práticas de redação, seguindo adequadamente as regras gramaticais e ortográficas da Língua Portuguesa. Isso porque ele também escreverá bastante no dia a dia de trabalho — um documento bem escrito transmite uma boa impressão, mostra sua competência e também colabora para um conteúdo sem ambiguidades e más interpretações.

Bom relacionamento interpessoal

Essa é uma das soft skills (competências comportamentais) mais requeridas no mercado de trabalho atual. Como o Direito é uma área que lida diretamente com pessoas, também é fundamental que essa qualidade esteja presente na rotina de escritórios, delegacias e outros ambientes jurídicos.

A relação interpessoal diz respeito àquela desenvolvida entre você e as outras pessoas. Portanto, cabe utilizar uma escuta ativa, uma comunicação positiva e não violenta e também uma boa dose de empatia para lidar com clientes, colegas de profissão e demais indivíduos na sociedade.

Organização e gestão do tempo

Um advogado, um juiz, um delegado, um promotor de justiça, enfim, qualquer atuante no campo jurídico nunca lida com apenas um caso por vez. Nesse sentido, é muito importante que haja uma alta capacidade de organização, para que você consiga lidar com várias frentes de trabalho ao mesmo tempo, sem comprometer a qualidade de alguma delas.

Para que isso seja possível, a gestão do tempo se faz necessária, e o lado positivo é que essa é uma característica que pode ser desenvolvida com a criação de bons hábitos — assim como todas as habilidades profissionais. Isso é conquistado com planejamento constante e com definição de prioridades.

Inteligência emocional

Algo que ajuda bastante na rotina jurídica é a inteligência emocional. Não dá para esconder que, por mais que seja apaixonante, a área em questão apresenta um nível alto de estresse e de pressão. Por isso, o profissional precisa desenvolver habilidades estratégicas de autoconhecimento e de autocontrole.

A inteligência emocional nada mais é do que a capacidade de avaliar, reconhecer e aprender a lidar com os seus próprios sentimentos e emoções. Também se torna viável encarar as situações mais adversas e até mesmo lidar com os casos alheios sem se deixar envolver pessoalmente com os problemas — que são inerentes da profissão.

Facilidade com tendências tecnológicas

Sim, o profissional de Direito pode até não estar diretamente ligado às inovações tecnológicas; entretanto, o mercado atual pede pessoas que sejam capazes de se adaptar à realidade digital e, com isso, otimizar seu trabalho com dinamismo, automação e qualidade.

Por isso, vale a pena investir nas suas habilidades tecnológicas, criando proximidade com aplicativos e softwares que facilitam a vida de um escritório de advocacia, de uma delegacia, entre outros ambientes. Isso também mostra que você está sempre pronto para encarar desafios e que está totalmente preparado para atuar com maestria no seu campo com destaque e diferencial.

Quanto ganha o profissional que atua no Direito

Que o mercado de trabalho é amplo, você já sabe. Que é promissor, também. Então, qual é a remuneração do profissional que atua no Direito? Bem, isso vai depender bastante da área escolhida, mas os salários podem atingir altos níveis, de acordo com a posição ocupada — principalmente para quem traz uma bagagem interessante de experiência já conquistada nos estágios e nos primeiros contatos com a profissão.

Em geral, a remuneração média inicial de um advogado no Brasil, por exemplo, é de R$ 4.657,43. Entretanto, um profissional de nível pleno pode receber em média R$ 7.000, enquanto o de nível sênior ganha em torno de R$ 9.000. Existem algumas áreas, como o Direito Tributário, que chegam a receber até R$ 18 mil por mês.

Considerando ainda as áreas da Advocacia, vale ressaltar que o serviço público estabelece um teto salarial de R$ 33.763. Entre as especialidades, o site Prova da Ordem destaca:

  • advogado tributarista: média salarial de R$ 3.500, podendo chegar a R$ 21.000;
  • advogado empresarial: média salarial de R$ 3.700, podendo chegar a R$ 22.000;
  • advogado imobiliário: média salarial de R$ 3.800, podendo chegar a R$ 12.200;
  • advogado trabalhista: média salarial de R$ 3.300, podendo chegar a R$ 13.500;
  • advogado civilista: média salarial de R$ 2.600, podendo chegar a R$ 17.000;
  • advogado criminalista: média salarial de R$ 4.000, podendo chegar a valores bem altos, sendo uma das áreas com maiores possibilidades de ganho.

Quando analisamos a carreira jurídica, temos a estabilidade financeira como um dos maiores atrativos. Isso porque as remunerações chegam a ser mais altas, variando facilmente entre R$ 7.000 e R$ 24.000. Veja algumas possibilidades:

  • procurador do trabalho: salário inicial de R$ 24.000;
  • juiz federal: salário inicial de R$ 25.000;
  • juiz estadual: salário inicial de R$ 22.000;
  • defensor público estadual: salário inicial de R$ 19.000;
  • defensor público federal: salário inicial de R$ 17.000;
  • advogado da União: salário inicial de R$ 17.000;
  • procurador da Fazenda Nacional: salário inicial de R$ 17.000;
  • delegado da Polícia Federal: salário inicial de R$ 14.000;
  • delegado da Polícia Civil: salário inicial que varia entre R$ 9.000 a R$ 15.000;
  • auditor da Receita Federal: salário inicial de aproximadamente R$ 14.000;
  • diplomata: salário inicial de R$ 14.000.

O profissional que escolhe as áreas do Direito tem uma remuneração interessante, com um nível equiparado de responsabilidade em sua atuação. São carreiras que dependem de muita dedicação e disciplina, principalmente quando consideramos os concursos concorridos e o alto nível de preparação de todos os candidatos.

O lado bom é que o próprio curso de Direito já treina o estudante para que ele se habitue ao processo e às rotinas de estudos a fim de alcançar os melhores cargos e oportunidades de trabalho.

O exame da OAB

Para exercer a profissão de advogado, todo estudante de Direito precisa passar no famoso exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Essa é uma entidade de classe que representa os interesses da profissão, bem como da sociedade de modo geral no que diz respeito aos aspectos legais e jurídicos.

Essa prova é importante, pois ajuda a “nivelar” a qualidade dos serviços advocatícios no país, uma vez que o mercado recebe anualmente profissionais recém-formados de inúmeras instituições de ensino diferentes.

O exame nacional da OAB, portanto, zela pelo alto nível da aptidão para advogar — se a pessoa não é aprovada, fica impedida de exercer seu trabalho em todo o território brasileiro. A prova é complexa e aplicada em duas etapas, sendo a primeira de questões de múltipla escolha sobre as principais áreas do Direito.

Já a segunda fase da avaliação é específica, e o candidato escolhe um campo de atuação — como o Direito Empresarial, o Direito Civil ou o Direito Penal. Além disso, é uma etapa discursiva. Então, você vai precisar daquelas habilidades de escrita que frisamos anteriormente! Também será realizada uma peça jurídica e, se você passar, recebe a sua carteirinha da OAB.

Quem adquire tal documento fica regularizado e pode trabalhar como advogado, além de poder assinar e se responsabilizar por processos, por exemplo. Acontece que, hoje, estudantes que ainda não finalizaram o curso de Direito (concluindo os dois últimos períodos) já podem fazer o exame. Caso passem, entretanto, só poderão advogar ao completarem a graduação.

Por fim, vale saber que as provas têm duração de cinco horas, e você só vai para a segunda fase se passar na primeira. Os requisitos são pelo menos 50% de acertos na primeira etapa, o que equivale a 40 questões, enquanto a segunda tem um valor total de 10 pontos, sendo necessário garantir pelo menos 6 pontos.

Como escolher a faculdade de Direito

Para que você construa uma boa carreira e tenha sucesso no exame da OAB, a escolha correta do curso de Direito também é uma real necessidade. Afinal, nem todas as opções disponíveis são confiáveis, e nós devemos sempre optar por uma faculdade que ofereça o melhor em termos de qualidade de ensino, além de outros aspectos. Para que você saiba encontrar a alternativa mais adequada, confira a seguir o que deve ser considerado!

Observe o grau de seriedade da forma de ingresso

O primeiro ponto a ser verificado é o nível de segurança e confiabilidade do vestibular da faculdade, por exemplo, bem como se ela adere ao sistema do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A concorrência também é um fator relevante, uma vez que as melhores instituições são as mais procuradas.

Verifique o desempenho da instituição no exame da OAB

Mesmo com um processo de ingresso confiável, é importante considerar se a instituição apresenta um bom desempenho em aprovações no exame da Ordem. Afinal, se nem 5% dos estudantes matriculados conseguiram passar na OAB, algum problema pontual existe na qualidade de ensino e na preparação ofertada pela entidade, concorda?

Avalie o custo-benefício da mensalidade

No caso das faculdades privadas, é interessante fazer uma análise do valor cobrado pelo curso. Se a mensalidade está incrivelmente barata, é prudente desconfiar — esse custo reflete diretamente na infraestrutura e na qualidade do ensino e do corpo docente.

É claro que, com a grande demanda social por cursos superiores e com a democratização do acesso ao ensino superior, os custos operacionais, antes exorbitantes, hoje se apresentam mais democráticos e acessíveis.

Confira a infraestrutura da faculdade

Por falar nisso, também é essencial consultar os diferenciais da instituição antes de ingressar nela. As bibliotecas são completas? Os professores são compromissados e têm um bom currículo? A faculdade tem estrutura física de qualidade para oferecer uma experiência digna ao aluno? Como são os procedimentos de estágio? Quais são os investimentos tecnológicos no processo de ensino? Todas essas variáveis devem entrar na balança na hora de escolher o seu curso!

Investigue o credenciamento no MEC

O Ministério da Educação (MEC) credencia as faculdades que estão aptas a funcionar. Portanto, é muito importante investigar qual é a avaliação da instituição diante dos parâmetros de qualidade estipulados. Um curso que tem nota baixa, por exemplo, certamente não está preparado para oferecer um bom futuro acadêmico e profissional os estudantes.

Imagine só você ter todo o esforço jogado fora com a instituição sendo fechada pelo MEC ou descobrir, ao final da graduação, que não estudou em um lugar credenciado. Frustrante, não é mesmo? Portanto, consulte o site do e-MEC e veja quais são as avaliações e as pontuações das faculdades como critério de seleção.

Os diferenciais da Anhanguera

Aqui na Anhanguera, nós temos um curso de Direito conceituado, que prepara os estudantes para entrar no mercado de trabalho com ampla visão e percepção crítica.

Nossa graduação oferece os conhecimentos teóricos sobre a legislação e o funcionamento do Poder Judiciário, mas, além disso, prepara cada aluno para interpretar os fenômenos jurídicos, intervir nos conflitos e atender às mais variadas demandas da sociedade — com ética e profissionalismo.

O currículo de Direito da Anhanguera é bem diversificado, indo do Direito Civil à Medicina Legal, não deixando de lado o que é essencial, como os temas básicos de Sociologia, Economia, Português e Economia. Também podemos destacar o fato de proporcionarmos aos nossos estudantes vivências práticas em vários ambientes: no núcleo de práticas jurídicas, no juizado especial e no escritório-escola, todos parte da infraestrutura da faculdade.

Outro grande diferencial é a parceria com a Saraiva Jur, que tem uma proposta inovadora de trazer para os nossos alunos de Direito uma graduação ainda mais completa. Quem cursa o Bacharelado tem acesso à versão digital e atualizada de um dos livros mais importantes da área, o Vade Mecum.

Essa parceria também proporciona aulas com professores renomados e prestigiados das instituições LFG e Saraiva, como Luciano Martinez e Fredie Didier Junior. Para melhorar ainda mais, há o acesso liberado ao curso preparatório para o exame da OAB — o Saraiva Aprova.

Além de um ensino de qualidade e de uma infraestrutura de ponta, a Anhanguera investe em modalidades de ensino modernas, com o dinamismo das disciplinas interativas (as DIs), uma plataforma completa com videoaulas e material didático digital, além de professores prontos para interagir também de forma virtual.

Somado a isso, o estudante já se prepara para a realidade do mercado de trabalho, uma vez que o domínio das novas tecnologias e do ambiente on-line é cada vez mais presente nas esferas sociais.

Se você tem vontade de fazer um curso de Direito e chegou até aqui, saiba que as principais informações já foram repassadas para que você tome a melhor decisão em relação ao seu futuro profissional. Lembre-se de que essa área do conhecimento, apesar de concorrida, abre muitas oportunidades devido ao vasto campo de atuação!

Tanto a advocacia quanto a carreira jurídica, incluindo aqui a carreira acadêmica, são instâncias vitais para a sociedade. Por isso essas são consideradas profissões não só tradicionais, como essenciais e louváveis, apesar de desafiadoras e em contínua evolução.

Junto à paixão pelo que se faz, todas essas características abordadas fazem do Direito uma ótima jornada a trilhar. Contudo, por melhor que seja o curso, sem muita dedicação e disciplina não é possível alcançar as melhores oportunidades. Por isso, ficar de olho no mercado e nas tendências, buscando conhecimento constante e atualizações na área, é também fundamental.

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