Qual a diferença entre habilidades e competências?

habilidades e competências no currículo

Habilidades e competências são dois conceitos fundamentais na redação de um currículo profissional, mas nem todo mundo sabe exatamente o que significam esses termos. Logo, pode haver dificuldades em transmitir uma mensagem correta para o recrutador, prejudicando as chances de ser contratado.

Além disso, entender a diferença permite direcionar o aprendizado de forma objetiva. Isto é, podemos analisar qual medida é mais relevante para desenvolver uma nova habilidade ou competência, bem como mensurar o progresso realizado até então.

Neste conteúdo, explicamos ambos os conceitos de maneira clara para que você possa montar um currículo mais eficaz e planejar a sua qualificação profissional. Não deixe de conferir!

Por que é importante ter habilidades e competências descritas no currículo?

Ao desenhar um cargo, os profissionais de Recursos Humanos (RH) estabelecem não apenas as responsabilidades e os benefícios do ocupante, mas as características necessárias para um bom desempenho. Entre essas, estão o alinhamento com a cultura da empresa (fit cultural), as competências, os conhecimentos, as habilidades e as atitudes requeridas pelas atividades.

Em relação cada um dos candidatos, haverá uma distância ou lacuna para esse modelo ideal: o gap de competência. Quanto menor o gap de competências, menor será o custo com treinamentos para que o profissional ocupe o cargo. Logo, quem apresenta as habilidades e as competências certas tem mais chances de ser contratado, ou, ao menos, de chegar às entrevistas de emprego.

Para ter uma ideia, um estudo da consultoria ManpowerGroup identifica que as principais dificuldades para contratar são a falta de habilidades técnicas e de relacionamento interpessoal para o trabalho, respondendo por 51% dos casos de não contratação. Logo, comunicar esses atributos com clareza faz toda a diferença.

O que é uma habilidade?

Idalberto Chiavenato, autor de referência nas áreas de Recursos Humanos e Administração, coloca o conceito de habilidades dentro da ideia de talento humano. Em sua obra Gestão de pessoas: O novo papel dos Recursos Humanos nas organizações, 4ªed., p. 46, o especialista lista os seguintes elementos de uma competência individual:

  • conhecimento — o que sabemos;
  • habilidade — o que sabemos fazer;
  • julgamento — o que sabemos para analisar a situação e decidir a respeito;
  • atitude — o que sabemos fazer acontecer, ou seja, a disposição para agir e concretizar.

Imagine, por exemplo, que você aprendeu o conceito de Kanban em uma aula de Administração, ou seja, a organização de tarefas em quadros, como “pendente”, “em andamento” e “feito”. O conhecimento, nesse caso, só será uma habilidade se realmente você for capaz de organizar as atividades e as pendências com esse modelo. Antes disso, você sabe (conhecimento), mas não sabe fazer (habilidade).

Você também pode perceber a diferença ao olhar as competências e as habilidades no Enem. O edital do exame traz a palavra competência como uma categoria mais abrangente, dentro da qual o avaliado deve demonstrar uma série de habilidades. Veja um trecho extraído da matriz de referência do Inep:

Competência de área 1 – Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.

H1 – Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.

H2 – Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.

H3 – Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.

H4 – Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.

Perceba que uma mesma habilidade pode integrar diferentes competências. Por exemplo, saber “relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação” é essencial para aplicar a tecnologia, como descrito no Enem, mas também para diversas outras competências, como fazer a manutenção de sistemas de informática. Ademais, será fundamental na maioria das profissões do futuro.

O que é uma competência?

A competência seria a capacidade para realizar algo útil, ou seja, de gerar benefícios para uma pessoa ou organização. Nesse sentido, ela seria a característica que nasce da combinação adequada de conhecimento, habilidade, julgamento e atitude.

Resumidamente, quando juntamos os quatro fatores, criamos algo com características próprias, como as peças de um jogo de lego, os ingredientes combinados em um bolo ou o tecido, a tintura e o corte que formam uma roupa.

A liderança, por exemplo, não é fruto do conhecimento sobre o comportamento humano, das habilidades de relacionamento interpessoal, do julgamento sobre a melhor ação diante do colaborador e da atitude de engajar-se e tentar motivar as pessoas — mas de tudo isso combinado.

Por fim, vale ressaltar que, em alguns casos, o julgamento é colocado como uma habilidade. Por isso, você pode facilmente encontrar conteúdos sobre competências, pesquisando pela sigla CHA: conhecimento, habilidade e atitude.

Qual é a diferença entre habilidade e competência?

Pelo que vimos até aqui, a habilidade é o saber fazer, enquanto a competência é a coordenação desse saber fazer com conhecimento, atitude e julgamento para produzir benefícios concretos. Além disso, uma competência pode exigir vários dos quatro elementos indicados.

Um exemplo disso são as habilidades das aulas de Português e de Matemática. Você pode usar a norma culta para construir a competência de argumentação jurídica ou fazer a comunicação interna de uma empresa. Além disso, também pode usar os cálculos para construir competências contábeis ou de projeto de obras de engenharia civil, entre outros casos.

Por isso mesmo é tão importante fazer uma faculdade. Em vez de tentar reunir conhecimento, habilidade, atitude e julgamento de maneira aleatória, a graduação dará o passo a passo sobre o que aprender e como praticar, indicando claramente como coordenar os elementos para ser competente.

Aqui na Anhanguera, os cursos superiores recebem grandes investimentos em infraestrutura, com laboratórios, núcleos de prática, quadras poliesportivas e escritórios-modelo, conforme a necessidade de cada disciplina. Assim, podemos fazer essa ponte entre teoria e prática, unindo bons professores e experiências durante a graduação.

Como colocar esses itens no currículo?

Dentro do currículo, as competências e as habilidades formam um único tópico, no formato de lista. Lembre-se, no entanto, de que documento sempre partirá das necessidades indicadas pelo contratante, geralmente na descrição de vagas. Com isso em mente, você buscará referências no seu histórico para apresentar e sustentar informações.

Usar a experiência profissional

A primeira fonte é a experiência profissional. Aqui, além de indicar a vivência no cargo ou na área exigida na descrição de vaga, você pode pensar quais características faziam parte de suas funções passadas, conectando-as com a lista de habilidades e de competências.

Imagine, por exemplo, que você fez um curso de Gestão de RH. Uma experiência com comércio e venda pode validar informações como empatia, boa comunicação e foco no resultado.

Outra dica é que, ao citar experiências alternativas, como trabalhos voluntários, intercâmbio, monitoria e projetos pessoais, usar habilidades como exemplos de qualidades exigidas pelas atividades desempenhadas.

Pensar nas matérias vistas em aula

É importante converter os assuntos vistos em sala de aula em competências e em habilidades para o currículo. Assim, além do benefício de indicar o diploma, o tópico específico será enriquecido com informações comprovadas sobre as qualidades profissionais.

Fazer testes comportamentais

Outra forma de colocar competências no currículo é fazer testes comportamentais. A ideia é associar habilidades com atitudes, aproximando ainda mais o currículo das necessidades para vaga. Afinal, ambos elementos podem compor inúmeras competências.

No Canal Conecta, benefício exclusivo dos alunos da Anhanguera, existem ferramentas tanto para realizar os testes comportamentais como para extrair habilidades das matérias da faculdade. Logo, com a aplicação das duas ferramentas, você terá bastante clareza sobre quais informações colocar no currículo.

Evitar mentiras e exageros

O mais importante é que as informações reflitam a realidade, correspondendo às suas qualificações e experiências. Por isso, é muito importante investir em uma graduação: além da parte teórica, a faculdade abrirá a oportunidade de fazer estágios e prática profissional.

Então, agora que você já sabe a importância de competências e de habilidades no currículo, tome a educação como prioridade para desenvolver características interessantes e construir uma carreira de sucesso no mercado profissional.

Para complementar a leitura deste conteúdo, confira também o nosso artigo sobre como citar qualidades profissionais no currículo!

O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 4.3 / 5. Número de votos: 20

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Lamentamos que este post não tenha sido útil para você!

Vamos melhorar este post!

Diga-nos, como podemos melhorar este post?

Dê mais um passo na direção da carreira dos seus sonhos !

Assine nossa Newsletter e receba nossos artigos em primeira mão!

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Skip to content