- 1 Qual é a importância do Setembro Amarelo no ambiente de trabalho?
- 2 Como surgiu o Setembro Amarelo?
- 3 Saúde mental e trabalho: qual é a relação?
- 4 Quais problemas de saúde mental podem afetar os trabalhadores?
- 5 O que é a Síndrome de Burnout?
- 6 Como os transtornos mentais afetam o desempenho profissional?
- 7 O que o RH pode fazer pela saúde mental dos funcionários?
- 8 Quais ações de Setembro Amarelo uma empresa pode realizar?
- 9 Setembro Amarelo deve falar apenas sobre suicídio?
- 10 Como identificar que um colega pode estar passando por dificuldades?
- 11 Qual é o papel dos profissionais de saúde mental?
- 12 Psicologia Organizacional: uma carreira ligada à saúde mental no trabalho
- 13 Quais outras carreiras trabalham com saúde mental?
- 14 Como escolher uma carreira ligada à saúde mental?
- 14.0.1 Gosto de ouvir e compreender pessoas?
- 14.0.2 Gosto da área da saúde e de cuidar diretamente de pacientes?
- 14.0.3 Tenho interesse por comportamento e relações dentro das empresas?
- 14.0.4 Gosto de gestão, liderança e desenvolvimento de equipes?
- 14.0.5 Quero trabalhar diretamente com diagnóstico e tratamento médico?
- 15 Por que a formação profissional é tão importante?
- 16 O que o trabalhador pode fazer para cuidar da saúde mental?
- 17 Quando procurar ajuda profissional?
- 18 Quer trabalhar ajudando pessoas? Conheça as possibilidades na Anhanguera
O que é o Setembro Amarelo?
Quando setembro chega, a cor amarela aparece em campanhas, empresas, escolas, universidades, hospitais e redes sociais. Mas o Setembro Amarelo vai muito além de uma cor ou de uma ação pontual.
A campanha busca ampliar a conscientização sobre a prevenção do suicídio, combater o estigma relacionado ao sofrimento emocional e incentivar as pessoas a procurarem ajuda quando precisam.
No Brasil, o movimento Setembro Amarelo foi lançado em 2015, tendo o Centro de Valorização da Vida (CVV) como um dos principais mobilizadores. Naquele mesmo ano, começou a operação do telefone 188 em projeto-piloto no Rio Grande do Sul. O serviço posteriormente foi ampliado para todo o país.
A iniciativa brasileira está relacionada a um movimento internacional mais amplo. O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro, é organizado pela International Association for Suicide Prevention (IASP) e conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é conscientizar a população de que o suicídio pode ser prevenido e estimular ações de prevenção.
Por isso, falar sobre Setembro Amarelo não significa falar apenas sobre o mês de setembro. Significa discutir uma questão de saúde pública durante todo o ano. E existe um lugar em que essa conversa merece cada vez mais espaço: o ambiente de trabalho.
Afinal, passamos uma parte significativa da vida trabalhando. O emprego pode proporcionar renda, propósito, identidade, relações sociais e sensação de realização. Ao mesmo tempo, condições inadequadas de trabalho podem contribuir para sofrimento e adoecimento.
A própria OMS destaca que um trabalho decente pode proteger a saúde mental, enquanto ambientes caracterizados por discriminação, desigualdade, excesso de trabalho, baixa autonomia e insegurança profissional podem representar riscos. É nesse ponto que Setembro Amarelo e saúde mental no trabalho se encontram.
Qual é a importância do Setembro Amarelo no ambiente de trabalho?
Imagine uma pessoa que chega todos os dias à empresa aparentemente bem. Ela participa das reuniões, responde aos e-mails, conversa com os colegas e entrega suas tarefas. Por fora, parece estar tudo normal.
Por dentro, porém, pode estar enfrentando ansiedade intensa, tristeza persistente, esgotamento, dificuldades familiares, problemas financeiros ou uma sensação de que não consegue mais lidar com a própria rotina.
Nem sempre o sofrimento emocional aparece de maneira evidente. Por isso, uma das principais contribuições do Setembro Amarelo é estimular uma cultura em que pedir ajuda não seja interpretado como sinal de fraqueza.
Durante muito tempo, falar sobre saúde mental no trabalho esteve associado a preconceitos. Pessoas que demonstravam sofrimento poderiam ser vistas como pouco produtivas, frágeis ou incapazes de lidar com pressão.
Essa visão é prejudicial tanto para o trabalhador quanto para a organização. A OMS e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) defendem ações concretas para enfrentar problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Entre os fatores que podem prejudicar a saúde mental estão cargas excessivas de trabalho, comportamentos negativos e outras condições organizacionais que provocam sofrimento.
Portanto, cuidar da saúde mental não significa simplesmente oferecer uma palestra motivacional uma vez por ano. É preciso olhar para a própria organização do trabalho.
Como as pessoas são tratadas?
Existe espaço para diálogo?
Os gestores sabem reconhecer sinais de sofrimento?
A equipe consegue fazer pausas?
Essas perguntas e muitas outras fazem parte de uma discussão mais ampla sobre saúde e segurança no trabalho.
Como surgiu o Setembro Amarelo?
A história do movimento amarelo de prevenção do suicídio possui uma trajetória internacional.
Em 1994, nos Estados Unidos, familiares e amigos de Mike Emme, um jovem de 17 anos que morreu por suicídio, começaram a distribuir cartões amarelos com mensagens de apoio e informações para quem precisasse de ajuda. A iniciativa deu origem ao Yellow Ribbon Suicide Prevention Program.
A cor amarela passou, então, a ser associada a ações de conscientização e prevenção. Em paralelo, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio foi estabelecido em 2003 pela IASP em parceria com a OMS. Desde então, o dia 10 de setembro passou a concentrar ações internacionais de conscientização.
No Brasil, o Setembro Amarelo ganhou sua própria dimensão a partir de 2015, com participação importante do CVV e de outras instituições. Essa história ajuda a compreender por que a campanha não deve ser tratada como uma simples ação de marketing.
Seu propósito é criar oportunidades para falar sobre um assunto difícil de maneira responsável. Em 2024, a OMS estabeleceu para o triênio 2024-2026 o tema “Changing the Narrative on Suicide”, que pode ser traduzido como “Mudar a narrativa sobre o suicídio”. A proposta é justamente substituir silêncio, estigma e desinformação por abertura, compreensão e apoio.
Esse princípio também pode ser aplicado às empresas. Mudar a narrativa significa deixar de enxergar o trabalhador apenas como alguém que precisa produzir e começar a compreendê-lo como uma pessoa que possui necessidades físicas, emocionais e sociais.
Saúde mental e trabalho: qual é a relação?
A relação entre trabalho e saúde mental é complexa. O trabalho não é necessariamente um problema. Pelo contrário: pode fazer parte da solução. Ter uma atividade profissional pode oferecer estabilidade financeira, rotina, relações sociais, autonomia, identidade e sensação de propósito.
A OMS reconhece justamente esse potencial positivo do trabalho. O problema aparece quando as condições de trabalho passam a representar uma fonte contínua de sofrimento. Entre os fatores que podem contribuir para riscos psicossociais estão:
- excesso de demandas;
- jornadas inadequadas;
- baixa autonomia;
- insegurança no emprego;
- falta de apoio;
- conflitos constantes;
- discriminação;
- assédio;
- violência;
- ausência de reconhecimento;
- comunicação deficiente;
- metas incompatíveis com os recursos disponíveis;
- dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal.
Isso significa que não basta dizer ao trabalhador para “ter mais resiliência”. Resiliência individual pode ajudar, mas não substitui ambientes de trabalho adequados. Se uma equipe está constantemente submetida a jornadas excessivas, metas impraticáveis ou comportamentos abusivos, responsabilizar exclusivamente o indivíduo pelo sofrimento é uma forma de ignorar o problema organizacional.
A saúde mental no trabalho precisa ser pensada em diferentes níveis: individual, coletivo e institucional.
Quais problemas de saúde mental podem afetar os trabalhadores?
Diversas condições podem interferir na vida profissional. Entre as mais conhecidas estão ansiedade, depressão e síndrome de burnout. É importante, entretanto, evitar diagnósticos simplistas.
Sentir-se cansado depois de uma semana difícil não significa necessariamente ter burnout. Da mesma maneira, sentir ansiedade diante de uma apresentação não significa automaticamente ter um transtorno de ansiedade.
Diagnósticos precisam ser realizados por profissionais habilitados. O que empresas e trabalhadores podem fazer é observar mudanças persistentes ou significativas no funcionamento cotidiano.
Ansiedade
A ansiedade faz parte da experiência humana e pode aparecer diante de situações de pressão, incerteza ou mudança. Quando se torna excessiva, persistente ou interfere significativamente na vida da pessoa, pode ser necessário buscar avaliação profissional.
No trabalho, isso pode aparecer como:
- preocupação constante;
- dificuldade de concentração;
- irritabilidade;
- tensão;
- alterações do sono;
- sensação de estar sempre em alerta;
- dificuldade para desligar-se das atividades profissionais.
Esses sinais não são suficientes, isoladamente, para estabelecer um diagnóstico. Porém, podem indicar que algo merece atenção.
Depressão
A depressão é uma condição de saúde que pode afetar diferentes dimensões da vida. A OMS estima que aproximadamente 280 milhões de pessoas no mundo viviam com depressão. A condição pode prejudicar relações, estudos e produtividade profissional.
No ambiente de trabalho, uma pessoa deprimida pode apresentar redução de energia, dificuldade de concentração, alterações do sono, perda de interesse e dificuldades para realizar tarefas que anteriormente faziam parte da rotina.
Mais uma vez, é fundamental evitar julgamentos. Nem todo trabalhador com baixo rendimento está “desmotivado”. Às vezes, existe um problema de saúde por trás daquela mudança.
O que é a Síndrome de Burnout?
A Síndrome de Burnout está relacionada ao estresse crônico no ambiente de trabalho e é especialmente relevante quando discutimos saúde mental nas empresas. Ela pode envolver sensação de esgotamento, distanciamento mental ou atitudes negativas em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.
Um ponto importante é compreender que burnout não deve ser tratado simplesmente como sinônimo de “cansaço”. Uma semana difícil faz parte da vida profissional.
O problema é quando existe um processo persistente de desgaste relacionado ao contexto ocupacional. Por isso, o debate sobre burnout também precisa ultrapassar a ideia de que basta o trabalhador “descansar no fim de semana”.
Descanso é importante, mas não resolve sozinho problemas estruturais. Se a causa do sofrimento continua presente, o trabalhador pode retornar ao mesmo ciclo de sobrecarga.
Como os transtornos mentais afetam o desempenho profissional?
A saúde mental interfere diretamente na maneira como uma pessoa se relaciona com sua rotina. Uma pessoa que está enfrentando sofrimento psicológico pode apresentar dificuldades de concentração, tomada de decisão, memória, comunicação ou organização.
Também pode haver aumento de faltas, afastamentos e dificuldade de permanecer no emprego. A OMS estima que 15% dos adultos em idade para trabalhar tenham algum transtorno mental em determinado momento. A organização também aponta que depressão e ansiedade levam à perda de aproximadamente 12 bilhões de dias de trabalho por ano, com custo global estimado em cerca de US$ 1 trilhão em produtividade perdida.
Esses números ajudam a entender que saúde mental não é uma questão exclusivamente individual. Ela também é uma questão de saúde pública, economia e gestão. Mas existe algo ainda mais importante do que os números: cada ausência representa uma pessoa, com uma história, uma família.
Por isso, políticas de prevenção devem considerar o trabalhador antes que o problema se agrave.
O que o RH pode fazer pela saúde mental dos funcionários?
O setor de Recursos Humanos ocupa uma posição estratégica nessa discussão. Isso não significa que o RH tenha de diagnosticar transtornos mentais ou substituir psicólogos, médicos e outros profissionais de saúde.
Seu papel é outro: ajudar a construir condições organizacionais que favoreçam saúde, segurança, acolhimento e encaminhamento adequado. Entre as possibilidades estão:
1. Criar canais seguros de comunicação
O trabalhador precisa saber com quem conversar quando estiver enfrentando uma dificuldade. Um canal não precisa significar que a empresa terá acesso a informações clínicas detalhadas. É possível criar fluxos de acolhimento e encaminhamento preservando a privacidade e respeitando os limites profissionais.
2. Capacitar gestores
O líder costuma ser uma das primeiras pessoas a perceber mudanças na equipe. Por isso, gestores podem receber treinamento para desenvolver habilidades como escuta ativa, comunicação respeitosa e identificação de mudanças de comportamento. Assim, ele pode fazer o encaminhamento adequado; prevenir conflitos, levando a gestão saudável de equipes.
O objetivo não é transformar o gestor em terapeuta. É fazer com que ele saiba quando ouvir, como conversar e para onde encaminhar.
3. Avaliar riscos psicossociais
A saúde mental também depende das condições de trabalho. Por isso, empresas precisam olhar para fatores organizacionais que podem produzir sofrimento.
No Brasil, a discussão ganhou ainda mais relevância com a incorporação dos fatores de riscos psicossociais ao debate sobre gerenciamento de riscos ocupacionais. Orientações recentes do Ministério do Trabalho e Emprego reforçam a necessidade de prevenção e avaliação desses fatores no contexto das normas de segurança e saúde do trabalho.
4. Incentivar pausas adequadas
Pausas não significam falta de comprometimento. Em determinadas atividades, intervalos adequados ajudam na recuperação física e mental e podem contribuir para uma rotina mais sustentável.
5. Combater assédio e discriminação
Não existe programa de saúde mental realmente consistente se a empresa tolera comportamentos abusivos. Combater assédio, discriminação, violência e humilhação deve fazer parte da cultura organizacional.
6. Criar programas de promoção da saúde
Palestras, rodas de conversa, campanhas educativas, programas de qualidade de vida e iniciativas de atividade física podem fazer parte de uma estratégia mais ampla. Mas precisam estar conectados a ações concretas. Uma palestra sobre ansiedade não resolve uma jornada de trabalho insustentável.
Quais ações de Setembro Amarelo uma empresa pode realizar?
Uma campanha corporativa de Setembro Amarelo pode ser muito mais significativa quando deixa de ser apenas decorativa. Trocar a foto de perfil por uma arte amarela pode chamar atenção para o tema, mas a empresa pode fazer muito mais. Algumas possibilidades incluem:
Rodas de conversa: Criar um espaço de diálogo conduzido por profissionais preparados pode ajudar os trabalhadores a compreender melhor a saúde mental e formas de buscar ajuda.
Palestras educativas: Especialistas podem abordar temas como ansiedade, depressão, burnout, estresse, comunicação, enfim, a saúde mental no trabalho.
Treinamento de líderes: Gestores podem aprender como abordar um funcionário que demonstra sofrimento sem invadir sua privacidade ou tentar fazer um diagnóstico.
Divulgação de canais de apoio: Informações sobre serviços públicos, atendimento psicológico, assistência médica e canais de apoio devem estar acessíveis aos trabalhadores.
Setembro Amarelo deve falar apenas sobre suicídio?
Não. O foco da campanha é a prevenção do suicídio, e esse tema deve ser tratado com seriedade e responsabilidade. Mas a prevenção também passa por ampliar o acesso à saúde mental, combater o estigma e fortalecer redes de apoio.
A OMS destaca que mudar a narrativa sobre suicídio significa criar ambientes em que as pessoas se sintam mais seguras para falar e buscar suporte. Por isso, falar sobre saúde mental no trabalho durante setembro pode abrir portas para discussões que continuarão nos outros meses.
Como identificar que um colega pode estar passando por dificuldades?
Não existe uma lista universal de sinais que permita identificar com certeza uma crise emocional. Ainda assim, mudanças importantes no comportamento podem merecer atenção.
Por exemplo:
- isolamento repentino;
- mudanças significativas de humor;
- queda persistente no funcionamento profissional;
- faltas frequentes;
- demonstração de desesperança;
- abandono de atividades que antes eram importantes;
- sofrimento emocional evidente;
- comentários que indiquem que a pessoa não vê saída para determinada situação.
O mais importante é não transformar esses sinais em diagnóstico. Uma abordagem adequada pode começar com algo simples:
E o mais importante: Escutar sem julgamento, mas também é necessário reconhecer os limites dessa escuta. Colegas e gestores não substituem profissionais de saúde. Quando existe sofrimento significativo, a orientação deve ser procurar atendimento especializado.
Qual é o papel dos profissionais de saúde mental?
Quando falamos em carreiras que cuidam da saúde mental, a Psicologia costuma ser uma das primeiras áreas lembradas. E com razão. O psicólogo possui formação específica para compreender processos psicológicos, comportamento, relações humanas e diferentes contextos de atuação.
A carreira, entretanto, não se limita ao consultório. O psicólogo também pode trabalhar em contextos como organizações, hospitais, escolas, serviços de saúde e diferentes instituições, de acordo com sua formação e regulamentação profissional.
Na Anhanguera, a pós-graduação em Psicologia Organizacional inclui disciplinas relacionadas a diferentes dimensões da Psicologia, como Psicologia Social, Psicologia e Políticas Públicas, Psicologia Escolar e Educacional e Psicologia Hospitalar, além de estágios específicos.
Isso mostra uma característica importante da profissão: o cuidado psicológico pode acontecer em diferentes ambientes. Inclusive, no mundo corporativo.
Psicologia Organizacional: uma carreira ligada à saúde mental no trabalho
Dentro das organizações, a Psicologia pode contribuir para compreender relações humanas, comportamento organizacional, processos de desenvolvimento e diferentes aspectos relacionados às pessoas.
Essa atuação pode dialogar com temas como:
- clima organizacional;
- liderança;
- desenvolvimento de pessoas;
- relações interpessoais;
- processos de mudança;
- qualidade de vida;
- prevenção de conflitos;
- saúde ocupacional;
- programas de bem-estar.
É uma área interessante para quem gosta de compreender pessoas e também deseja atuar no ambiente corporativo. Mas é importante fazer uma distinção. Psicólogos não são os únicos profissionais envolvidos na promoção da saúde mental no trabalho. Uma estratégia realmente eficiente é multidisciplinar.
Quais outras carreiras trabalham com saúde mental?
A saúde mental envolve diferentes áreas do conhecimento. Por isso, quem deseja construir uma carreira relacionada ao cuidado pode considerar diferentes formações.
A Psicologia é uma das principais escolhas para quem deseja atuar diretamente com processos psicológicos e emocionais. O profissional pode seguir diferentes áreas de atuação após sua formação, conforme suas qualificações e regulamentação profissional.
Médicos também podem atuar na identificação, avaliação e tratamento de diferentes condições de saúde que envolvem aspectos físicos e mentais. Já a Psiquiatria é a especialidade médica diretamente dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais.
Além disso, outras especialidades médicas também podem lidar com pacientes cujo sofrimento emocional se relaciona com condições clínicas.
O enfermeiro também desempenha papel fundamental no cuidado em saúde. Na formação da Anhanguera, por exemplo, a graduação em Enfermagem contempla disciplinas como Saúde Mental, Psicologia Aplicada à Saúde e Saúde do Trabalhador. O curso tem duração indicada de 10 semestres e inclui estágios supervisionados.
Isso permite perceber como a saúde mental faz parte da formação de profissionais que atuam em diferentes níveis de atenção.
E a Gestão de Recursos Humanos?
Nem todo profissional que contribui para a saúde mental precisa atuar clinicamente. O profissional de Recursos Humanos pode trabalhar na criação de políticas, processos e estratégias relacionadas às pessoas dentro das organizações.
Na formação em Gestão de Recursos Humanos, a Anhanguera apresenta conteúdos como Gestão de Pessoas, Desenvolvimento de Pessoas, Comportamento Organizacional, Auditoria e Consultoria em RH e outras disciplinas relacionadas à gestão.
Esse caminho pode ser interessante para quem quer trabalhar com pessoas dentro das empresas e participar da construção de ambientes profissionais mais saudáveis.
Como escolher uma carreira ligada à saúde mental?
A primeira pergunta não deveria ser simplesmente: “Qual profissão paga mais?” Uma escolha de carreira sustentável também precisa considerar afinidades, habilidades e o tipo de rotina profissional que você deseja construir.
Pergunte a si mesmo:
Gosto de ouvir e compreender pessoas?
Se a resposta for sim, Psicologia pode despertar seu interesse.
Gosto da área da saúde e de cuidar diretamente de pacientes?
Enfermagem ou Medicina podem fazer sentido.
Tenho interesse por comportamento e relações dentro das empresas?
Psicologia Organizacional e Gestão de Recursos Humanos podem ser caminhos interessantes.
Gosto de gestão, liderança e desenvolvimento de equipes?
Gestão de RH pode aproximá-lo desse universo.
Quero trabalhar diretamente com diagnóstico e tratamento médico?
Nesse caso, a Medicina e, posteriormente, a especialização adequada podem fazer parte do caminho.
Não existe uma única carreira responsável por cuidar da saúde mental. Existe uma rede de profissionais.
Por que a formação profissional é tão importante?
Quando o assunto é saúde mental, boa intenção não é suficiente. É preciso conhecimento.
Uma pessoa pode ter empatia e saber ouvir, mas isso não significa que esteja preparada para avaliar um transtorno mental, conduzir psicoterapia, prescrever medicamentos ou tomar decisões clínicas.
Da mesma maneira, um gestor pode ser excelente líder sem ser profissional de saúde. Por isso, cada pessoa precisa conhecer os limites da própria atuação.
A educação superior tem justamente esse papel: oferecer fundamentos científicos, conhecimento técnico, experiências práticas e desenvolvimento de competências profissionais.
No caso da Psicologia, por exemplo, a formação da Anhanguera contempla conteúdos científicos e diferentes campos de atuação, preparando o estudante para compreender o comportamento humano sob perspectivas diversas.
Na Enfermagem, a formação também contempla Saúde Mental e Saúde do Trabalhador, mostrando como o cuidado emocional está conectado à formação em saúde.
Já a formação em Gestão de Recursos Humanos trabalha competências voltadas para gestão de pessoas, desenvolvimento e comportamento organizacional.
Em outras palavras: a carreira que você escolhe pode determinar de que maneira você participará dessa rede de cuidado.
O que o trabalhador pode fazer para cuidar da saúde mental?
Embora as empresas tenham responsabilidades importantes, cada trabalhador também pode adotar atitudes de cuidado.
Reconhecer os próprios limites é uma delas — perceber que você está sobrecarregado é diferente de esperar até não conseguir mais continuar. Busque também conversar com pessoas de confiança, porque o isolamento pode aumentar a sensação de que não existe saída.
Manter uma rotina de sono e descanso sempre que possível ajuda a melhorar a saúde mental, porque o sono adequado e reparador é um dos componentes importantes da saúde. Além disso, tenha momentos de lazer. A vida não deve ser composta exclusivamente de trabalho e obrigações.
Por fim, procure ajuda diante de sinais persistentes de sofrimento. Psicólogos e médicos podem avaliar sintomas e indicar o tratamento adequado.
Quando procurar ajuda profissional?
Não é necessário esperar que o sofrimento se torne insuportável. Procure avaliação profissional quando emoções ou sintomas estiverem persistentes, intensos ou interferindo significativamente no trabalho, nos relacionamentos, no sono, na rotina ou na qualidade de vida.
Um psicólogo pode ajudar na avaliação e no acompanhamento psicológico. Um médico pode investigar aspectos clínicos e, quando necessário, encaminhar para outras especialidades. Já em situações de emergência ou risco imediato, a pessoa deve procurar um serviço de urgência ou emergência.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende pelo número 188, gratuitamente. O serviço está disponível em todo o território nacional. Mas é importante compreender que o CVV oferece apoio emocional e não substitui atendimento médico ou psicológico.
Se existe risco imediato de a pessoa machucar a si mesma, a prioridade é buscar atendimento de emergência e não deixá-la sozinha.
Quer trabalhar ajudando pessoas? Conheça as possibilidades na Anhanguera
O Setembro Amarelo nos lembra de uma coisa essencial: cuidar de pessoas exige conhecimento, preparo e responsabilidade. Se você se identifica com essa missão, existem diferentes caminhos profissionais.
A graduação em Psicologia Organizacional da Anhanguera tem duração indicada de cinco anos e oferece uma formação voltada ao estudo do comportamento humano, com disciplinas e experiências práticas em diferentes campos da profissão.
Para quem se identifica com a área da saúde, a graduação em Enfermagem também apresenta possibilidades relacionadas ao cuidado integral, incluindo conteúdos de Saúde Mental, Psicologia Aplicada à Saúde e Saúde do Trabalhador.
Já quem deseja atuar no ambiente corporativo pode encontrar na Gestão de Recursos Humanos uma formação direcionada à gestão de pessoas, desenvolvimento profissional e comportamento organizacional.
A escolha depende do tipo de profissional que você deseja se tornar. Mas existe um ponto em comum entre essas carreiras: todas podem contribuir, de maneiras diferentes, para uma sociedade que valoriza mais o cuidado com as pessoas.
Por isso, o Setembro Amarelo pode ser o ponto de partida para uma transformação maior: formar profissionais preparados para cuidar, criar ambientes de trabalho mais saudáveis e construir uma cultura em que pedir ajuda seja visto como um ato de responsabilidade, não de fraqueza.
Se você deseja participar dessa transformação, sua carreira pode começar pela educação. A Anhanguera oferece diferentes opções de pós-graduação para quem deseja construir um futuro profissional e contribuir para a vida de outras pessoas. Conheça nossos cursos de psicologia e encontre a formação que combina com seus objetivos profissionais.
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