Impressoras 3D no combate ao coronavírus: saiba como funcionam e entenda a importância

médica com máscara face shield feita em impressora 3D

Na atual crise da saúde, devido à pandemia do novo coronavírus, as impressoras 3D têm sido uma solução para conter a falta de equipamentos médicos. São muitas as iniciativas para a criação de máscaras, óculos, protetores faciais e outros equipamentos que visam proteger os profissionais que atuam na linha de frente na luta contra a COVID-19. 

Separamos neste post algumas das principais informações a respeito dessas impressoras 3D e como está sendo o seu uso na Anhanguera, através de ações de responsabilidade social em combate ao novo coronavírus. Confira os tópicos que abordaremos a seguir:

  • o que são e como funcionam as impressoras 3D;
  • qual o papel das impressoras 3D no combate ao coronavírus;
  • como funcionam as impressoras 3D na Anhanguera.

Vamos conferir?

O que são e como funcionam as impressoras 3D

As impressoras 3D têm como objetivo principal a prototipação de objetos. Hoje, são usadas para imprimir uma variedade de produtos, que vão desde partes do corpo humano (para algum tipo de prótese) às maquetes hiper-realistas. 

Impressoras tridimensionais funcionam através do uso conjunto de um computador, onde através de um software de modelagem e edição 3D é possível desenhar e/ou mapear alguma imagem. Com este modelo pronto, é feita a conversão do arquivo para o formato padrão de impressoras 3D.

Com relação à matéria-prima, ou filamentos, como podemos chamar, eles podem ser:

  • papel;
  • plásticos diversos, os mais utilizados são o nylon, ABS (acrilonitrila butadieno estireno) e o PLA (ácido poliático);
  • borracha;
  • metal;
  • fibra de carbono; 
  • alumínio;
  • ferro;
  • aço;
  • gesso;
  • cerâmica.

Tendo feita a escolha do seu filamento, é possível a impressão do seu objeto. Como a impressão 3D é feita camada por camada e de baixo para cima, o tempo de impressão pode variar entre horas e dias, a depender da impressora, material e complexidade do modelo prototipado.

Qual o papel das impressoras 3D no combate ao coronavírus?

No atual contexto da pandemia do novo coronavírus, responsável pela COVID-19, as impressoras 3D estão sendo largamente utilizadas na produção de EPIs (equipamentos de proteção individual), que hoje possuem alta demanda no mundo todo. São eles:

  • máscaras de proteção “face shield”, também chamadas de “máscara escudo”;
  • suporte de proteção facial;
  • protetores faciais;
  • óculos de proteção;
  • dentre outros equipamentos.
Exemplo de máscara face shield que podem ser produzidas por impressoras 3D
Exemplo de máscara face shield que podem ser produzidas por impressoras 3D

Os EPIs produzidos pelas impressoras tridimensionais, em sua maioria, têm a função de proteger os olhos e reforçar a eficácia de proteção das máscaras comuns já utilizadas pelos agentes da saúde na linha de frente do combate ao vírus.

Como funcionam as impressoras 3D na Anhanguera

A Anhanguera, como Instituição de Ensino Superior, trabalha ativamente em ações inovadoras com foco tecnológico, que visam abranger todas as áreas de estudo com softwares que atendam as atuais demandas do mercado para os cursos de graduação.

Tecnologia e Compromisso Social

A unidade Anhanguera de Campo Grande produziu máscaras faciais de segurança aos profissionais que estão à frente da pandemia de COVID-19. A produção, que começou no dia 6 de abril, contou com dedicação dos técnicos de Engenharia da Anhanguera de Campo Grande, Flavio Francoso e Kleber Bogarim. Num trabalho que uniu a tecnologia e o compromisso social, cerca de 20 unidades de máscaras-escudo, do estilo face shield estão sendo doadas à Santa Casa de Campo Grande. A previsão é confeccionar mais de 60 novas máscaras nos próximos dias. 

Realizada dentro do laboratório de manufatura dos cursos de Engenharia, a ação envolveu o uso das impressoras 3D para produção e impressão de peças para a confecção das máscaras face shield, complementares às máscaras do tipo N95, utilizadas pelos profissionais de saúde para isolar a boca e o nariz.

 “Antes do período de distanciamento social, o laboratório era local de aulas práticas dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação que envolviam a fabricação de peças com equipamentos alinhados com o que a tecnologia das indústrias. Diante da luta contra o coronavírus, vimos uma oportunidade de contribuir com essa causa utilizando a infraestrutura de ensino acadêmico e a equipe da instituição”, explicou a professora da Anhanguera, Marcela Onizuka.

Na linha de produção das máscaras estavam os técnicos de Engenharia Flavio Francoso e Kleber Bogarim. Além deles, a ação contou com professores voluntários da instituição que doaram a matéria-prima e auxiliaram na montagem dos protetores faciais

“Também tivemos a parceria do engenheiro João Carlos Siqueira, da empresa Eng – Soluções Tecnológicas, que colaborou com parte dos insumos utilizados para confeccionar as peças da faceshield”, complementou a professora.

A produção desse EPI seguiu o modelo padrão internacional, composto por três elementos: 

  1. placa de acetato transparente (viseira);
  2. uma “tiara” com pontos de sustentação, produzida pela impressora 3D; 
  3. e um elástico que ajuda a prender o equipamento à face.
Máscaras face shield produzidas pela unidade Anhanguera Campo Grande
Máscaras face shield produzidas pela unidade Anhanguera Campo Grande

De acordo com o professor Nilson Oliveira Narezi, do curso de Fisioterapia, esse tipo de protetor facial traz vários benefícios.

“Evita o contato com gotículas, salivas e fluídos nasais que possam atingir o rosto, o nariz, a boca e os olhos. Ela é indicada para profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, dentistas e outros que trabalham em hospitais, clínicas, unidades de saúde que estejam na linha de frente no combate ao coronavírus. Outra vantagem é que pode ser facilmente higienizada com álcool 70% ou hipoclorito de sódio. Desta forma, pode ser reutilizada sem limitação”, esclarece o professor.

Confira no vídeo abaixo, em mais detalhes, como foi feita a ação, explicada por Leandro Basmage, coordenador dos cursos de Engenharia da Anhanguera Campo Grande:

Anhanguera Campo Grande produz máscaras de proteção contra Covid-19 – Leandro Basmage, Coordenador de Engenharia da Anhanguera CG

Agora que você já conhece a importância das impressoras 3D no combate ao novo coronavírus, entenda também o papel do curso de Biomedicina numa pandemia.

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