Biblioterapia: no dia nacional do livro, a leitura se destaca como terapia

estudante lendo livro

No dia 29 de outubro, comemora-se no Brasil o Dia Nacional do Livro, data criada em 1810 em comemoração à fundação da Real Biblioteca, no Rio de Janeiro, primeira biblioteca brasileira. Para esse ano, o livro deve ser lembrado como um aliado importantíssimo durante o momento complicado que vivemos. As mudanças de estilo de vida com o início da pandemia afetaram a população de uma forma tão expressiva, que as ameaças para a saúde mundial não ficaram apenas nos problemas respiratórios. De acordo com a pesquisa do Ministério da Saúde que reuniu informações sobre a saúde mental do brasileiro durante a pandemia da Covid-19, revelou que a ansiedade é o transtorno mais presente no período com 86,5% dos entrevistados afetados1.

Para auxiliar nesse processo e acalmar o indivíduo, os livros entram como parceiros para muitos brasileiros nessa jornada. Aparentemente, está aumentando os adeptos da biblioterapia, uma vez que a pesquisa da Nielsen intitulada Painel do Varejo de Livros no Brasil comparou vendas de livros em setembro de 2019 com o mesmo mês de 2020 e trouxe como resultado um aumento de mais de 25% de volume de vendas neste ano, aumentando também o valor em 17,27%2.

De acordo com a psicóloga Lizandra de Campos Brandani, mestre em análise do comportamento e docente do curso de Psicologia na universidade Anhanguera de São Paulo, unidade Santana:

“a biblioterapia nada mais é quando a leitura tem uma função terapêutica com o objetivo de mobilizar as atividades dos leitores, ouvintes ou espectadores na tentativa de evocar emoções permitindo a compreensão de sentimentos e pensamentos com base nas histórias e personagens presentes nelas. Além disso, é uma técnica de aconselhamento indicado por um profissional e a seleção de livros e prescrição é de acordo com as vivências de cada pessoa para permitir que o efeito terapêutico possa acontecer.”

“Existe uma área, dentro da psicoterapia analítico comportamental, chamada de ACT, terapia de aceitação e compromisso, que destaca a importância da metáfora como um importantíssimo recurso terapêutico. Embora a metáfora seja um recurso utilizado no cotidiano de muitas pessoas, nos livros ela é presente quase que obrigatoriamente para descrever cenários e vivências emocionais dos personagens. Ao ler as metáforas presentes na narrativa de obras literárias, o indivíduo aprende a identificar e descrever seus próprios sentimentos, inclinações e desejos. Posso, por exemplo, ensinar uma criança sobre o medo lendo histórias infantis onde estes sentimentos são expressos e enfrentados pelos personagens de formas inusitadas e criativas. A experiência da leitura pode ensiná-la que o medo não precisa paralisar e que existem saídas possíveis”, completa a psicóloga.

Fonte:

Lizandra de Campos Brandani – CRP 06/54819

Referências:

Ministério da Saúde divulga resultados preliminares de pesquisa sobre saúde mental na pandemia. Disponível em: https://antigo.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47527-ministerio-da-saude-divulga-resultados-preliminares-de-pesquisa-sobre-saude-mental-na-pandemia. Acesso em 26/10/2020.

Painel do Varejo de Livros no Brasil 2019 X 2020. Disponível em: https://snel.org.br/wp/wp-content/uploads/2020/09/SNEL_09_2020_-_09T_2020.pdf. Acesso em 26/10/2020.

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